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quarta-feira, 3 de junho de 2026
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Deputados afastados mantêm gabinetes ativos e somam quase R$ 4 milhões em gastos públicos em 2025

Os parlamentares com mandatos ativos, mas sem atuação legislativa regular, são Carla Zambelli (PL-SP), Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e Alexandre Ramagem (PL-RJ). As despesas incluem salários de servidores, custeio de gabinetes e uso de cotas parlamentares.

Carla Zambelli

Presente na lista está Carla Zambelli, presa na Itália desde julho. Apesar do término da licença parlamentar em 2 de outubro, o gabinete da deputada segue funcionando com 12 servidores nomeados. Em outubro, o gabinete consumiu R$ 132,9 mil; em setembro, R$ 103,2 mil. No acumulado de 2025, as despesas do gabinete ultrapassam R$ 1,1 milhão. A parlamentar contabiliza 21 faltas não justificadas nos últimos 60 dias.

Alexandre Ramagem

Alexandre Ramagem, condenado por participação na tentativa de golpe de Estado, permanece fora do país desde outubro. Ainda assim, o gabinete registrou gasto de R$ 133,1 mil em outubro e soma, neste ano, aproximadamente R$ 1,3 milhão. Ramagem mantém 17 servidores nomeados e tem à disposição um dos apartamentos funcionais da Câmara.

Eduardo Bolsonaro

Eduardo Bolsonaro, que está no exterior, também tem mantido o gabinete em funcionamento e apresenta gastos mensais superiores a R$ 130 mil desde fevereiro. No acumulado de 2025, os dispêndios do gabinete somam mais de R$ 1,3 milhão. O deputado registra 50 faltas em sessões deliberativas, o que equivale a 78,12% das reuniões realizadas no ano.

Norma prevê cassação, mas medida não foi aplicada

A Constituição e o regimento interno da Câmara preveem a perda do mandato para parlamentares que acumulem faltas não justificadas superiores a um terço das sessões ordinárias. Apesar disso, os três parlamentares continuam com mandatos ativos e não há processos de cassação em curso que tenham resultado na perda imediata dos mandatos.

Até o momento, não foram formalizadas medidas para bloqueio automático das verbas de gabinete ou suspensão definitiva dos benefícios. O tema permanece sob debate político e jurídico.