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segunda-feira, 27 de julho de 2026
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Trump exige renúncia imediata de Maduro e oferece exílio em ligação mediada pelo Brasil

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deu um ultimato ao líder venezuelano Nicolás Maduro durante um telefonema realizado na semana passada e mediado por Brasil, Catar e Turquia. Na conversa, Trump ofereceu exílio a Maduro, sua esposa Cilia Flores e ao filho do casal, mediante renúncia imediata e garantia de eleições livres na Venezuela.

A ligação, revelada pelo jornal Miami Herald e confirmada pelo governo americano, foi tratada como a última tentativa diplomática para evitar um confronto direto entre Washington e Caracas. A Casa Branca tem aumentado a pressão militar e jurídica contra o regime chavista, incluindo a classificação do Cartel de los Soles como organização terrorista e acusações de envolvimento de Maduro em narcotráfico internacional.

O telefonema ocorreu enquanto autoridades americanas avaliam operações militares no território venezuelano. Na quinta-feira (27), Trump afirmou que ações “por terra” contra traficantes venezuelanos começariam “muito em breve”. O governo Maduro sustenta que a ofensiva antidrogas tem como objetivo real a derrubada do regime.

Segundo o Miami Herald, três pontos travaram o avanço das negociações. O primeiro impasse ocorreu quando Maduro exigiu anistia global por eventuais crimes cometidos por ele e aliados, condição rejeitada por Trump.

Na sequência, o regime afirmou que aceitaria eleições livres, desde que mantivesse controle das Forças Armadas, proposta também negada pelos Estados Unidos.

O terceiro bloqueio foi o prazo para saída do país: Trump exigiu que a renúncia e o exílio fossem imediatos, condição rejeitada pelo venezuelano. Entre os países cogitados para o exílio estão Cuba, Irã, Rússia e Turquia.

Após o telefonema, Trump endureceu o tom e afirmou no sábado (29), na rede Truth Social, que companhias aéreas deveriam considerar o espaço aéreo venezuelano “totalmente fechado”. Após o aviso, Caracas tentou retomar contato com Washington, mas não obteve resposta.

A existência da ligação foi divulgada inicialmente pelo The New York Times. No domingo (30), Trump confirmou a conversa durante o retorno da Flórida para Washington. “Não quero comentar sobre isso. A resposta é sim”, afirmou a jornalistas a bordo do Air Force One. “Não diria que foi boa ou ruim. Foi apenas uma ligação.”

Segundo o Miami Herald, o senador Marco Rubio, um dos principais críticos de Maduro dentro do governo americano, também participou da chamada. A mediação brasileira ocorreu por meio do canal diplomático aberto desde a intensificação da crise na Venezuela.