Em publicações nesta quarta-feira (26), Carlos afirmou que discutir a sucessão enquanto o ex-presidente está preso é uma afronta: “Discutir sucessão presidencial enquanto as maiores atrocidades políticas são cometidas contra o líder máximo da nação — e enquanto heróis nacionais são presos ilegalmente — é validar a covardia e a tortura impostas por este regime a brasileiros inocentes.”
O parlamentar também comparou o cenário político brasileiro à Coreia do Norte, sugerindo que a reação institucional estaria transformando o país em um espelho autoritário: “Na prática, significa aceitar que, em breve, a Coreia do Norte não será apenas ‘irmã’ do Brasil, mas seu espelho representativo.”
Contestações ao STF
Carlos Bolsonaro ainda criticou a publicação da certidão de trânsito em julgado do processo que condenou Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado. Segundo ele, a certidão foi finalizada antes mesmo do prazo para apresentação de embargos pela defesa — entre eles os embargos infringentes — o que, na visão do vereador, comprometeria a regularidade do procedimento.
O documento compartilhado por Carlos tem data de 25 de novembro, data que, segundo o vereador, coincidiria com a abertura de prazos recursais, levantando questionamentos sobre a tramitação do processo.
Reação no campo conservador
A prisão do ex-presidente e a repercussão judicial provocaram divisões no campo da direita: enquanto parte das lideranças já articula alternativas para a corrida eleitoral de 2026, aliados mais próximos de Bolsonaro defendem que qualquer debate sobre sucessão é prematuro e desrespeitoso.



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