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segunda-feira, 3 de agosto de 2026
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Brasil entra no mercado global de voos espaciais com lançamento do primeiro foguete comercial

O Brasil dará um passo histórico no setor aeroespacial com o lançamento de seu primeiro foguete comercial, marcado para o dia 22 de novembro, a partir da Base de Alcântara, no Maranhão.

O veículo, denominado HANBIT-Nano, foi desenvolvido pela startup sul‑coreana Innospace e será enviado à órbita terrestre às 15h. A Operação Spaceward é coordenada pela Força Aérea Brasileira (FAB) e pela Agência Espacial Brasileira (AEB), a partir de um edital público lançado em 2020.

Para o tenente‑brigadeiro do Ar Ricardo Augusto Fonseca Neubert, diretor‑geral do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), o lançamento fortalece a soberania do país no setor e atrai investimentos.

“Lançar um veículo estrangeiro aqui mostra que temos infraestrutura, conhecimento e autonomia para operar em um dos segmentos mais estratégicos da atualidade.”

O foguete transportará cinco satélites e três experimentos desenvolvidos por universidades e empresas do Brasil e da Índia, com foco em educação, comunicação, monitoramento ambiental e testes de tecnologias espaciais.

FloripaSat-2A e -2B

Desenvolvidos pelo SpaceLab da UFSC, os satélites validarão tecnologias nacionais e consolidarão a plataforma FloripaSat‑2 para missões futuras.

HANBIT‑Nano

O veículo tem 21,9 m de comprimento, 1,4 m de diâmetro, massa próxima de 20 toneladas e capacidade para até 90 kg de carga útil. Opera com propulsão híbrida (combinação de combustível sólido e oxidante líquido).

Base de Alcântara

Próxima à linha do Equador, a base oferece vantagem orbital que reduz custos e aumenta a eficiência de lançamentos.

Além da dimensão tecnológica, a missão tem forte componente educacional. O satélite PION‑BR2 | Cientistas de Alcântara — desenvolvido pela UFMA em parceria com a AEB, a startup PION e o PNUD — levará mensagens de alunos da rede pública do Maranhão ao espaço, numa metáfora que remete à “garrafa ao mar”.

Segundo o professor Alex Oliveira Barradas Filho (UFMA), a iniciativa aproxima as comunidades quilombolas de Alcântara das atividades espaciais e integra ciência, cultura e educação.

“Ver jovens de Alcântara participando diretamente da integração do satélite é um marco histórico para o país.”