
Na Cúpula de Líderes da COP30, em Belém (PA), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou o TFFF (Fundo Florestas Tropicais para Sempre), uma iniciativa destinada a financiar a conservação de florestas em países tropicais.
O fundo prevê repasses atrelados a resultados verificados por monitoramento por satélite e funcionará com governança hospedada no Conselho do Banco Mundial. A proposta é pagar até US$ 4 por hectare preservado, criando incentivo econômico à manutenção de áreas florestais.
Compromissos anunciados
Vários países anunciaram aportes ao TFFF durante a cúpula. Entre os compromissos divulgados estão:
- Noruega: 30 bilhões de coroas norueguesas (aproximadamente R$ 15 bilhões).
- Brasil: aporte inicial e co-liderança da iniciativa.
- Indonésia: US$ 1 bilhão (aproximadamente R$ 5,3 bilhões).
- França: 500 milhões de euros (aproximadamente R$ 3 bilhões).
- Portugal: 1 milhão de euros (aproximadamente R$ 6,2 milhões).
O governo brasileiro informou que a meta inicial é mobilizar US$ 25 bilhões em aportes soberanos e, com capital privado, alcançar até US$ 125 bilhões, beneficiando cerca de 70 países com mecanismos de pagamento por desempenho ambiental.
Como funcionam os repasses
Os pagamentos serão condicionados ao desempenho ambiental medido por satélites e outras ferramentas de verificação. A intenção é vincular recursos à redução do desmatamento e à conservação de biomas, fortalecendo ações locais e projetos de manejo sustentável.
Impacto esperado
O TFFF busca transformar a preservação florestal em um ativo financeiro capaz de atrair investimentos. A expectativa é que o fundo contribua para reduzir o desmatamento, apoiar comunidades locais e criar uma agenda de desenvolvimento sustentável que una proteção ambiental e geração de renda.
Autoridades presentes destacaram que o fundo também pode impulsionar parcerias público-privadas e direcionar capitais para projetos que promovam a conservação, restauração e manejo sustentável das florestas tropicais.


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