Um padre ordenado sacerdote franciscano em 1998 trocou a batina e os hábitos pelo amor, após anos de dedicação ao trabalho pastoral. Essa é a história oculta de Padre Francisco.
Após algumas crises pessoais e tragédias, conheceu Adriana e, a partir disso, percebeu que o caminho espiritual poderia ganhar um novo rumo. Hoje, mesmo afastado oficialmente da Igreja Católica, continua pregando e ajudando comunidades carentes.
A história oculta de Padre Francisco
Filho de um ferroviário e de uma trabalhadora de minas em Salta, na Argentina, Francisco cresceu entre a simplicidade e o desejo de servir. Por isso, aos 18 anos, ingressou na Ordem Franciscana.
Anos depois, em Mar del Plata, também na Argentina, formou um grupo de voluntários chamado “As Formigas”, dedicado à distribuição de alimentos a pessoas em situação de vulnerabilidade.
Foi nesse período que conheceu Adriana. Embora, inicialmente, nada além de uma amizade tenha surgido, a conexão entre eles se fortaleceu com o tempo e um amor foi nascendo.
Crises de fé e o encontro com o amor
Foi no ano de 2009, enquanto atuava em Tartagal, que o Padre Francisco presenciou um deslizamento de terra devastador. A tragédia abalou a sua fé e o levou a questionar seu lugar na Igreja.
Pouco depois, sofreu um acidente de trânsito e foi internado em estado grave. No hospital, reencontrou Adriana e, a partir desse encontro, nasceu um sentimento que mudaria sua vida para sempre.
Após solicitar um período sabático, Francisco deixou a batina. Em 2012, casou-se com Adriana, em uma data simbólica: 20 de maio, dia em que Jesus teria dito “Vão de dois em dois”. Para ele, incluir a esposa nessa missão foi natural: “A missão da vida é ajudar os pobres”.
O apoio do Papa Francisco
Antes de solicitar o desligamento oficial, Padre Francisco escreveu uma carta ao então cardeal Jorge Bergoglio, posteriormente conhecido como Papa Francisco.
Para a sua surpresa, recebeu acolhimento. Papa Francisco o recebeu com um abraço e palavras de incentivo: “Vá ver os pobres”.
Essa bênção marcou seu novo caminho. Embora suspenso de suas funções clericais, Francisco nunca abandonou a vocação de servir.
Novas formas de evangelizar
Ao lado de Adriana, fundou a ONG “Ama y Sorprende”, em Mar del Plata, e também o movimento “Religiosos Sem Fronteiras”, que reúne ex-sacerdotes e religiosos que, mesmo afastados da estrutura oficial da Igreja, continuam dedicados à caridade e à espiritualidade.
Sem celebrar missas, Francisco conduz cerimônias de bênção de alianças e celebrações da Palavra. Com os recursos arrecadados, mantém projetos sociais, visita cozinhas comunitárias, centros de tratamento, lares de idosos e bairros carentes.
Amor, fé e missão
Francisco resume sua trajetória sem arrependimentos: “Não estou zangado com a Igreja. Quero apenas amar a Deus acima de todas as coisas e espalhar o Evangelho.”
Fonte: NDMais



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