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sexta-feira, 24 de julho de 2026
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Acre receberá 47,5 mil testes rápidos para diagnóstico de dengue

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O Ministério da Saúde iniciará na próxima semana a distribuição de 6,5 milhões de testes rápidos para diagnóstico da dengue em todo o Brasil. A iniciativa, que marca a estreia desse tipo de exame na rede pública, beneficiará especialmente municípios distantes e com acesso limitado a laboratórios. O Acre será contemplado com 47.550 unidades.

Nesta primeira remessa, 4,5 milhões de testes serão enviados a todos os estados e ao Distrito Federal. O restante será mantido em estoque estratégico para atender cidades que apresentarem aumento de casos. São Paulo receberá 2 milhões de unidades, a maior parte do lote inicial, correspondendo a 45% do total. Minas Gerais e Paraná ficarão com 405 mil e 300 mil testes, respectivamente.

O governo federal investiu R$ 17,3 milhões na aquisição dos testes rápidos, que serão disponibilizados em Unidades Básicas de Saúde (UBS). A alocação dos exames considerou o número de casos suspeitos registrados entre as semanas epidemiológicas 27 de 2024 e 02 de 2025.

Teste rápido: como funciona

Os testes rápidos são capazes de detectar a presença do vírus da dengue em até 10 minutos, a partir de amostras de sangue, soro ou plasma. A aplicação é indicada para o diagnóstico na fase aguda da doença, preferencialmente entre o primeiro e o quinto dia após o início dos sintomas.

Apesar de ampliar o acesso ao diagnóstico, o teste rápido não substitui os métodos laboratoriais, como os exames de biologia molecular e sorológico, disponíveis nos Laboratórios Centrais de Saúde Pública (Lacen). “A coleta de amostras laboratoriais continua sendo essencial para a vigilância epidemiológica, uma vez que o teste rápido não identifica os sorotipos da dengue nem diferencia a doença de outras arboviroses, como zika e chikungunya”, explica Ethel Maciel, secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente.

Cenário nacional

Até a terceira semana epidemiológica de 2025, o Brasil já registrou 87 mil casos prováveis de dengue, segundo o Painel de Monitoramento das Arboviroses, do Ministério da Saúde. Foram confirmados oito óbitos pela doença, enquanto outras 89 mortes permanecem em investigação.

Entre os estados, Acre, São Paulo e Espírito Santo apresentam as maiores taxas de incidência. São Paulo, com mais de 50 mil casos prováveis, lidera os registros e concentra três das oito mortes confirmadas no país.

Com a nova estratégia de diagnóstico, o Ministério da Saúde busca agilizar o atendimento, otimizar o manejo clínico e reforçar a vigilância epidemiológica no combate à dengue em todo o território nacional.