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quinta-feira, 23 de julho de 2026
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Acre registra 77 feminicídios e 111 tentativas entre 2018 e 2024

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O estado do Acre contabilizou 77 feminicídios consumados e 111 tentativas de feminicídio entre 2018 e dezembro de 2024, segundo dados do “Feminicidômetro” do Ministério Público do Estado do Acre (MP-AC). Os números revelam a gravidade da violência de gênero no estado, que, em 2023, ocupou a segunda posição no Brasil em taxa de feminicídios consumados, considerando o índice por 100 mil mulheres, conforme o Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Em 2024, foram registrados oito feminicídios, uma redução de 20% em relação aos dez casos registrados em 2023. Entre os crimes consumados nos últimos seis anos, 39 ocorreram no primeiro semestre e 38 no segundo.

Perfil das vítimas
Os dados apontam que 72% das mulheres assassinadas tinham filhos, totalizando 118 crianças órfãs. Outras 21% das vítimas não tinham filhos, enquanto 7% não tiveram essa informação registrada. Em relação à cor e etnia, 86% das mulheres eram pretas ou pardas, 11% brancas e 3% indígenas.

Quanto ao local dos crimes, 75% das ocorrências foram registradas na residência da vítima, 17% em vias públicas e 4% em áreas comerciais. Sobre os meios utilizados, 60,56% das vítimas foram mortas com arma branca, 29,58% com arma de fogo e 9,86% por outros métodos.

Feminicídios por município
Rio Branco lidera os números de feminicídios consumados no estado, com 26 casos, seguido de Tarauacá (7), Cruzeiro do Sul (6), Feijó (4) e Mâncio Lima e Rodrigues Alves (3 casos cada). A maioria dos crimes ocorreu no interior do estado, que concentra 63% das ocorrências, enquanto a capital responde por 37%.

Situação jurídica dos agressores
Entre os autores de feminicídios registrados no Acre, 31 foram condenados, 12 seguem presos preventivamente, e oito cometeram suicídio após o crime. O levantamento ainda aponta que um autor foi absolvido, três morreram, e oito permanecem foragidos.

Profissões mais comuns entre as vítimas
Entre as vítimas de feminicídios no estado, as ocupações mais frequentes foram: mulheres do lar (21 casos), estudantes (10), autônomas (6) e empregadas domésticas (3). Também foram registradas outras profissões, como agricultoras, bancárias e manicures.