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sábado, 1 de agosto de 2026
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Repetidos acidentes de avião no Acre expõem grave falta de fiscalização

A recente queda do avião monomotor Cessna 150H, de prefixo PT-DFX, no Rio Jordão, destaca sérias falhas na fiscalização aeronáutica no Acre. Na manhã de segunda-feira (20), a aeronave fez um pouso forçado, marcando seu quarto acidente registrado. Testemunhas que ajudaram na retirada do avião submerso relataram que a aeronave já havia sofrido outros três acidentes, sugerindo negligência ou inaptidão do proprietário para voar com segurança.

O Certificado de Aeronavegabilidade (CVA) do avião, válido até 22 de junho, foi invalidado pelo acidente. Relatórios indicam que o Cessna 150H tem capacidade para duas pessoas, mas no momento do acidente, três estavam a bordo, sugerindo imprudência do piloto. A presença de um terceiro passageiro, não permitido pela regulamentação, evidencia falhas na fiscalização e na adesão às normas de segurança.

Casos similares reforçam a preocupação com a segurança aérea na região. Em 18 de março, um Cessna 182 Skylane, prefixo PT-JUN, caiu em Manoel Urbano, resultando na morte de duas pessoas. A aeronave, com capacidade para quatro, transportava sete pessoas e bagagens, em clara violação das normas. Até agora, não houve responsabilização pelos excessos que contribuíram para a tragédia.

No caso do recente acidente, os tripulantes inicialmente negaram a presença de um terceiro ocupante. No entanto, Genesio Rodrigues de Olinda, ferido no acidente, foi levado ao hospital local, contradizendo as declarações iniciais. A Polícia Civil de Tarauacá investiga o caso, mas a inconsistência nas informações dos tripulantes sugere tentativas de ocultar imprudências.

A fiscalização inadequada não apenas permite a repetição de acidentes, mas também coloca em risco a vida dos passageiros e da população local. Medidas rigorosas e supervisão eficaz são essenciais para garantir a segurança e prevenir futuras tragédias na aviação civil.