
Um homem que estava desaparecido há 27 anos foi encontrado vivo, no último domingo (12), a 200 metros da casa de sua família, na Argélia – no Norte do continente Africano, entre a Europa e o Oriente Médio.
Omar Bin Omran desapareceu em 1998, aos 17 anos, a caminho de uma escola profissionalizante na cidade de Djelfa. No contexto da Guerra Civil Argelina (1991-2002), os pais presumiram que ele havia sido sequestrado ou morto.
Um servidor público de 61 anos está sob custódia policial depois que seu irmão o expôs nas redes sociais por causa de uma disputa de herança. A postagem alertou a família de Omar, que invadiu a casa do suspeito em busca do rapaz.
A vítima foi encontrada em um buraco coberto de palha. Ele estava escondido no chão de um curral de ovelhas, que foi improvisado dentro da casa do sequestrador.
Segundo testemunhas, o suspeito era frequentemente visto comprando comida para duas pessoas.
“O Ministério Público recebeu uma denúncia contra uma pessoa anônima, alegando que o irmão do queixoso, Omar Bin Omran, desaparecido há quase 30 anos, está na casa de um dos seus vizinhos, dentro de um curral”, disse um funcionário do tribunal.
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Cachorro tentou avisar
Outras imagens que circulam nas redes sociais mostram Omar ainda adolescente, sentado com um cachorro e outras crianças pequenas, antes de seu desaparecimento.
Relatos sugerem que o animal, reconhecendo o cheiro do dono, permaneceu perto do local onde Omar foi mantido em cativeiro. No entanto, o sequestrador envenenou o cão para dissuadir as buscas da família.
Imagens compartilhadas nas redes sociais e transmitidas pela televisão argelina registraram o momento do resgate. O vídeo mostra Omar saindo do local subterrâneo, visivelmente assustado com a chegada da equipe de buscas, com fios de palha no cabelo.
Desfecho
Tragicamente, a mãe de Omar faleceu em 2013 sem nunca saber o destino do filho. Relatos sugerem que ele foi informado da morte dela enquanto estava em cativeiro. Até então, não está totalmente claro por que a vítima não pediu ajuda durante esses 27 anos.
Segundo a mídia argelina, Omar alega que não conseguiu pedir ajuda por causa de um feitiço lançado pelo sequestrador, embora especialistas sugiram que sua cognição possa ser a resposta. O rapaz cresceu e, hoje, tem 45 anos.
Agora livre, ele receberá atendimento psicológico enquanto as autoridades trabalham para levar seu sequestrador à justiça, com a missão de descobrir todos os detalhes deste caso assustador.


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