
Três dos seis acusados pelo brutal homicídio de Levi Freitas de Andrade Paulino, primo e coordenador de campanha de Minoru Kimpara na disputa pela prefeitura de Rio Branco, foram pronunciados a júri popular após uma longa investigação. A juíza de Direito Luana Cláudia de Albuquerque Campos decidiu que Juan Correia de Arruda, Marcileudo Costa do Nascimento e Marduqueu Gomes Fernandes Júnior serão julgados pelo homicídio qualificado por motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima. Além disso, eles também respondem por integrar uma organização criminosa, uso de armas de fogo e envolvimento de crianças ou adolescentes.
Contudo, Erick Antonio Correia da Silva e Benedito Tavares de Souza tiveram seus julgamentos rejeitados e devem ser soltos, enquanto os outros réus permanecerão presos, até que seja possível recorrer da decisão.
A magistrada ressaltou a dificuldade do caso, já que crimes relacionados a organizações criminosas geralmente têm testemunhas que temem retaliação e evitam se manifestar. No entanto, todas as qualificadoras do crime foram sustentadas pelas provas apresentadas.
É importante mencionar que um dos acusados, Marduqueu Gomes Fernandes Júnior, havia conseguido fugir do Complexo Penitenciário de Rio Branco, mas acabou sendo capturado posteriormente.
A cidade ficou abalada pela gravidade do crime, uma vez que a vítima era primo do candidato a prefeito Minoru Kinpara. Segundo o delegado Alcino Souza, a intenção da quadrilha era sequestrar e extorquir Levi, mas o plano não ocorreu como esperado e a vítima resistiu, resultando em sua trágica morte.
Desde então, as investigações conduziram à prisão de dois suspeitos em agosto de 2022, além da identificação de outros dois envolvidos que já estavam detidos por outros delitos. Um quinto suspeito ainda está foragido.


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