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segunda-feira, 6 de julho de 2026
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Zeca Cruz promove exonerações em massa após aliança de Manuel Barbosa com Frank Barros

Movimentação política do ex-secretário de Saúde, Manuel Barbosa, gera onda de demissões na gestão de Zeca Cruz, revelando um cenário de tensão e disputa nos bastidores do poder em Boca do Acre.

No dia de ontem, quinta-feira (8), o prefeito Zeca Cruz assinou inúmeras exonerações, que parecem ser uma resposta direta à recente aliança entre o ex-secretário municipal de Saúde, Manuel Barbosa, e o candidato opositor Frank Barros. Barbosa, que ocupou a pasta da Saúde por mais de sete anos, sempre foi considerado um dos pilares de sustentação das gestões de Zeca Cruz, sendo responsável por conquistas significativas que deram visibilidade ao governo municipal.

Manuel Barbosa anunciou publicamente que não seguirá o indicado de Zeca Cruz na próxima campanha, optando por apoiar o principal adversário do prefeito, Frank Barros. A decisão foi recebida com surpresa e descontentamento dentro do grupo político de Zeca Cruz, sendo vista como um ato de ingratidão, especialmente considerando a proximidade entre Barbosa e o prefeito ao longo dos anos.

Fontes próximas ao governo relataram que a decisão de Barbosa foi um duro golpe para as pretensões políticas de Zeca Cruz, que contava com o apoio do ex-secretário para manter a base sólida de sua administração. Com a mudança de lado, Barbosa enfraqueceu os projetos de continuidade que o prefeito vinha articulando, o que levou a uma resposta rápida e contundente.

Em uma clara demonstração de força e controle sobre o governo, Zeca Cruz começou a assinar uma série de exonerações dentro de sua gestão, atingindo principalmente servidores e aliados de Barbosa. Até o momento, dezenas de demissões já foram oficializadas, e, segundo informações de bastidores, esse número pode aumentar nos próximos dias.

As exonerações contradizem declarações anteriores do prefeito, que sempre defendeu uma postura de não perseguição política. Em discursos recentes, Zeca Cruz afirmou que saíra dos dois mandatos de cabeça erguida, e um dos motivos para a altivez seria não ter a marca da perseguição política.