Votação no Acre decidirá quem será o novo presidente do Brasil, diz vidente

O vidente Valter Arauto, que mantém vários grupos de previsões nas redes sociais, saiu com mais uma sobre o Acre, nesta segunda-feira, 9, a de que a votação nas Eleições de outubro deste ano no estado será decisiva para indicar o novo presidente do Brasil, ou mesmo a reeleição do atual presidente Jair Bolsonaro.

Sempre em forma de enigmas, Valter Arauto fez um post em um de seus grupos, chamado O Olho que Viu o Amanhã, intitulado ‘Urnacre’ e no qual diz que “naqueles dias [nas Eleições], a decisão estará nas mãos da Urnacre, Todos [os estados] decidirão no começo, mas ela [a votação no Acre] decidirá no final”.

A palavra urnacre seria a junção do termo ‘urna’ com o nome do estado: Acre. Conhecido por grandes acertos de previsões, como por exemplo, a do acidente com o avião que transportava o time da Chapecoense para um jogo na Colômbia, em novembro de 2016, matando 71 ocupantes dos 77 a bordo, e a guerra da Rússia na Ucrânia, o Arauto dessa vez afirma que o colégio eleitoral acreano, que sempre foi irrelevante diante dos estados mais populosos do país, agora neste pleito, vai fazer a diferença na contagem final dos votos.

Recordando que em 2018, o Acre foi o estado mais bolsonarista no segundo turno, registrando 77,22% dos votos para o atual presidente. Na época, o então candidato petista, Fernando Haddad, recebeu somente 22,8% dos votos válidos.

Porém, nos dias 12 e 13 de dezembro de 2021, a última pesquisa de intenção de voto no Acre para presidente que se tem notícia até agora, reforçou que o presidente Jair Bolsonaro seguia perdendo capital político no Acre.

O levantamento, encomendado à Perfil Pesquisas pela Federação das Indústrias do Acre (Fieac) mostrou o ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva com 34,5% das intenções de voto no estado, superando Bolsonaro. Neste cenário, os dois aparecem quase empatados, mas Lula lidera as intenções de voto no estado, enquanto Jair Bolsonaro, aparece atrás, com 33,2% das intenções de voto.

Na ocasião, outros pré-candidatos, alguns já fora do páreo, também apareceram nos resultados da pesquisa. O ex-juiz Sérgio Moro surgia em terceiro lugar entre as intenções, com 9,3%. Depois, vinha Ciro Gomes com 5,9%, João Dória com 2,6% e o senador Rodrigo Pacheco com 0,9%. Votos brancos, nulos ou pessoas que não responderam, somavam 8,6% e 4,7% se disseram indecisos ou ainda não sabia em quem votar.

Ano eleitoral atípico, com unificação de horário, pode prejudicar estado

Este ano, as Eleições de 2 de outubro próximo, um domingo, terão horário unificado em todo o país, numa situação completamente diferente das demais anteriores. Sendo assim, se antes a votação no Acre começava às 8 horas e terminava às 17h, este ano deve começar obedecendo ao fuso de mais duas horas em relação a Brasília. Ou seja, se inicia às 6h e termina às 15 horas.

Antes, embora o Acre sempre teve um número de eleitores muito menor em relação ao restante do Brasil, as urnas costumavam ainda estar abertas quando já se conhecia o novo mandatário do país pelas pesquisas bocas de urna. Isso se dava por causa das grandes distâncias, muitas vezes, na zona rural, das seções eleitorais. Nesse caso, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) era obrigado a aguardar o encerramento do processo eleitoral no Acre para anunciar o resultado oficial.

Com a nova regra do TSE, todo o pleito será encerrado junto em todas as unidades da federação. A medida, no entanto, desagradou ao governo do Estado do Acre e ao Legislativo acreano, justamente pelas características geográficas do estado, bastantes distintas das demais do país com urnas espalhadas em áreas inóspitas da floresta, muitas delas sendo trazidas para os centros de apuração em Rio Branco ou em Cruzeiro do Sul, por meio de aviões e helicópteros da Força Aérea Brasileira.

Por conta do vasto território rural, com muitas comunidades isoladas e de difícil acesso, a mudança pode dificultar a participação dos moradores dessas localidades no pleito eleitoral.