Alunos do CETI Elias Mendes da Silva apresentam produções inovadoras sobre reaproveitamento do óleo de cozinha e modelos atômicos feitos com materiais recicláveis no evento realizado nos dias 26 e 27, na Escola Glória Peres, em Rio Branco
Os estudantes de Boca do Acre marcaram presença no programa Viver Ciência, que acontece nos dias 26 e 27 de novembro, na Escola Estadual Glória Peres, em Rio Branco. O município apresentou dois projetos que chamaram a atenção do público pela integração entre Química, sustentabilidade e criatividade, reforçando a educação científica como instrumento de transformação social.
Os trabalhos foram orientados pela professora Josina Barroso de Queiroz, que acompanhou as turmas no desenvolvimento das atividades e destacou a importância pedagógica das ações.
Sabão sustentável: transformações químicas a partir do reaproveitamento do óleo de cozinha
O primeiro projeto apresentado pelos alunos do 3º ano aborda uma das maiores problemáticas ambientais: o descarte inadequado do óleo de cozinha. A iniciativa propôs transformar o resíduo em sabão caseiro, utilizando o processo químico de saponificação.
Além do aprendizado teórico, os alunos viveram uma experiência prática completa — desde a pesquisa bibliográfica, coleta de óleo e preparação da receita, até a etapa de cura e avaliação do produto final. O estudo também trouxe reflexões sobre a poluição da água, o consumo consciente e a responsabilidade socioambiental.
A professora Josina ressalta que o projeto “tornou o ensino da Química mais significativo e permitiu que os alunos compreendessem a ciência aplicada ao cotidiano, desenvolvendo consciência crítica e atitudes sustentáveis”.
Do lixo ao átomo: explorando a estrutura atômica com criatividade e sustentabilidade
O segundo projeto, desenvolvido pelos alunos do 1º ano, levou ao evento modelos atômicos construídos exclusivamente com materiais recicláveis, como bolas de isopor reaproveitadas, arames, papel e tintas. A proposta buscou facilitar a compreensão de conceitos abstratos da Química, como a estrutura da matéria e os modelos de Dalton, Thomson, Rutherford e Bohr.
A metodologia combinou aulas teóricas, rodas de conversa e atividades práticas em grupo, reforçando a aprendizagem colaborativa. A exposição dos modelos chamou a atenção pela criatividade e clareza didática.
Segundo a professora Josina Queiroz, “a construção dos modelos aproximou a teoria da prática, motivou os estudantes e mostrou que a ciência pode ser dinâmica, acessível e conectada ao meio ambiente”.
Educação, ciência e sustentabilidade caminhando juntas
Os dois trabalhos apresentados demonstraram como metodologias contextualizadas podem fortalecer o ensino de Química e, ao mesmo tempo, promover consciência ambiental. Para a equipe de Boca do Acre, o Viver Ciência foi uma oportunidade de mostrar que a escola pública pode ser um espaço fértil de inovação, protagonismo estudantil e produção de conhecimento.
Encerrando sua fala, Josina destacou:
“Ao unir ciência, sustentabilidade e criatividade, conseguimos estimular nossos alunos a pensar, pesquisar e agir como cidadãos conscientes. Ver o brilho nos olhos deles aqui no evento é a maior prova de que o caminho está certo.”
Os projetos seguem agora como referência para novas práticas pedagógicas no município e reafirmam o compromisso das escolas da região com uma educação transformadora.






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