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quinta-feira, 30 de julho de 2026
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VÍDEO: Funeral coletivo reúne multidão após ataque que matou 168 meninas em escola no Irã

Cerimônias fúnebres com grande participação popular marcaram esta terça-feira (3) no sul do Irã após o ataque que deixou 168 meninas e 14 professoras mortas em uma escola primária. O caso ocorreu na cidade de Minab, na província de Hormozgan, e se tornou um dos episódios mais trágicos desde o início da nova ofensiva militar envolvendo o país.

O alvo atingido foi a Escola Primária Feminina Shajareh Tayyebeh, que teve parte significativa de sua estrutura destruída após uma forte explosão registrada no último sábado. O bombardeio ocorreu no primeiro dia da ofensiva militar que autoridades iranianas atribuem a Estados Unidos e Israel.

Segundo informações divulgadas pela imprensa internacional, 168 estudantes e 14 professoras morreram no local. Outras 95 pessoas ficaram feridas e foram encaminhadas para hospitais da região.

Imagens mostram destruição da escola

Registros divulgados nas redes sociais e por veículos locais mostram que pelo menos metade do prédio de dois andares da escola foi destruída após a explosão. Equipes de resgate trabalharam durante horas para retirar vítimas e sobreviventes dos escombros.

Durante as cerimônias fúnebres, milhares de pessoas acompanharam os cortejos e homenagens às vítimas, que foram enterradas em diferentes cemitérios da região.

Autoridades iranianas acusam EUA e Israel

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Seyed Abbas Araghchi, afirmou que o ataque resultou na morte de “meninas inocentes” e responsabilizou diretamente os Estados Unidos e Israel pela ofensiva.

Em publicação nas redes sociais, ele afirmou que sepulturas estavam sendo preparadas para as vítimas e criticou a ação militar. Segundo o ministro, o episódio demonstra as consequências dos bombardeios realizados no país.

A agência estatal iraniana IRNA também classificou as vítimas como “mártires”, acusando o que chamou de “regime sionista” de ter provocado o ataque.

EUA negam ataque deliberado a escola

Autoridades norte-americanas negaram que estruturas civis estejam sendo alvos deliberados da operação militar. O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, declarou que uma escola não seria atacada intencionalmente.

Segundo ele, as operações militares estariam direcionadas apenas a alvos estratégicos ligados à infraestrutura militar do Irã.

O episódio ocorre em meio à escalada das tensões no Oriente Médio, com ataques e retaliações que vêm ampliando o número de vítimas civis e aumentando a preocupação internacional com o avanço do conflito.