O presidente da França, Emmanuel Macron, anunciou que o país pretende ampliar seu arsenal nuclear nos próximos anos, em uma estratégia voltada para reforçar a segurança do continente europeu. A proposta envolve a criação de um “escudo nuclear” europeu, diante das novas ameaças geopolíticas e do avanço tecnológico militar de outras potências.
O anúncio foi feito nesta segunda-feira (2) durante um discurso estratégico no Conselho de Segurança da França, realizado em uma base naval cercada por submarinos nucleares. Segundo Macron, a decisão representa uma mudança relevante na política de defesa francesa.
De acordo com o presidente, a França também deve retomar testes nucleares e manter sob sigilo o tamanho real de seu arsenal militar. “Para ser livre, é preciso ser temido. E, para ser temido, é preciso ser poderoso”, afirmou o líder francês durante o pronunciamento.
Reforço militar e novo cenário geopolítico
Segundo Macron, a ampliação do poder nuclear é uma resposta direta à evolução tecnológica de adversários e ao fortalecimento de potências regionais. Após avaliar o cenário internacional, o governo francês concluiu que o reforço militar é essencial para garantir a segurança estratégica da França e de países aliados.
O pronunciamento foi realizado diante de submarinos equipados com mísseis balísticos, em um gesto simbólico que reforça a capacidade de dissuasão nuclear do país.
Influência da política dos Estados Unidos
Outro fator que pesa na nova estratégia francesa é o distanciamento dos Estados Unidos em relação à segurança europeia. Desde que retornou à Casa Branca, o presidente Donald Trump tem intensificado críticas às lideranças da Europa e sinalizado que o país não pretende garantir automaticamente a defesa do continente.
Macron reconheceu que a nova postura americana serviu como um alerta para a Europa assumir maior responsabilidade por sua própria segurança.
“A recente Estratégia de Segurança e Defesa Nacional dos EUA mostra um rearranjo nas prioridades americanas e um incentivo para que a Europa cuide diretamente da própria defesa. Precisamos ouvir esse chamado para termos nosso destino em mãos”, declarou.
Ao final do discurso, o presidente francês fez um apelo à união nacional e à cooperação entre aliados europeus.
“Sejamos potentes. Sejamos unidos. Viva a República. Viva a França”, concluiu Macron.
🚨ATENÇÃO: Com o planeta Terra se aproximando de uma possível Terceira Guerra Mundial, Emmanuel Macron, presidente da França, canta o hino nacional em frente a um submarino carregado de ogivas nucleares.
— CHOQUEI (@choquei) March 3, 2026


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