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quarta-feira, 22 de julho de 2026
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Vereador João Marcos Luz culpa sociedade por existência de facções na Capital


REPÓRTER OPINIÃO


O vereador João Marcos Luz (MDB) declarou-se contrário a uma Intervenção Federal na Segurança Pública do Acre. A afirmação ocorreu durante a sessão de quinta-feira, 6, na Câmara de Rio Branco.


De acordo com o parlamentar, “uma intervenção seria plausível apenas se o governo do Estado estivesse de braços diante do grave problema”. Disse ainda que disse que as medidas para melhorar a Segurança Pública já estão sendo debatidas com o ministro Sérgio Moro, que realizará estudos para resolver a situação.


“A preocupação quanto à insegurança que estamos vivendo é de todos. Todavia, o ofício que encaminharam ao governador para pedir ao Governo Federal intervenção no nosso estado, eu, particularmente, não sou a favor. Isto é um assunto complexo. O Governador tem que pedir ao presidente, e o Congresso Nacional tem que aprovar. Sou morador do Tancredo Neves, região periférica, sei da nossa realidade. As pessoas esperam das autoridades alguma coisa. Não podemos alimentar o medo e o desespero das pessoas. Temos que ser pacificadores. O governador esteve com o ministro Sérgio Moro, que disse que é preciso fazer um estudo”, frisou.


E acrescentou: “O governador vai ser reunir novamente com o Ministério Público, com o Tribunal de Justiça e outras instituições. Não cabe intervenção federal. Não tem que ficar se incomodando até com a respiração do governador. Não adianta comparar com a época do Marrosa, do Esquadrão da Morte. Hoje são duas facções grandes que, inclusive, estão em grande parte da América Latina. Quem alimenta as facções?


Por fim, o vereador afirmou que a sociedade é quem alimenta a existência das facções no Acre. “O cidadão que é exemplo de dia depois vai comprar pó. As instituições precisam se unir. Não é trazendo um simples papel que vai resolver. Conhece algum lugar do mundo onde acabaram o tráfico de drogas? Acredito na força do Estado. O Estado não pode ser menor, não pode ser mais lento. Precisamos de alguma forma tranquilizar o cidadão do Acre. A Segurança Pública foi politizada na época do PT, por isso temos muita dificuldade hoje. Não podemos repetir. A esquerda passou 20 anos sugando o Estado”.