O vereador Eduardo Farias (PCdoB) utilizou a tribuna da Câmara de Rio Branco para fazer um alerta à população, como está sendo a baixa vacinal, ou seja, as pessoas não estão se vacinando, o que pode gerar um surto de epidemias pela ausência de cuidados médicos.
“Meus amigos faço um alerta desta tribuna para que evitemos enquanto temos tempo, de evitarmos uma sequencia de epidemias virais por falta de esclarecimento ou informações erradas que são passadas a população por meio das fake news. As pessoas não estão se cuidando e deixando de se vacinar. Há quanto tempo não ouvíamos falar em sarampo na nossa cidade, caxumba entre outras. A vacinação é fundamental”, destaca Eduardo.
Os dados apresentados pelo parlamentar não são de exclusividade de Rio Branco, a baixa vacinal se da em todo o Estado do Acre e no Brasil todo. A população deve seguir em dia a caderneta de vacinas, principalmente de crianças e pessoas idosas. Basta procurar um posto de saúde ou médico de sua confiança.
O tema é polêmico e para minimizar as consequências, uma parceria entre o Ministério Público do Acre reuniu com a Secretaria Estadual e Municipal de Saúde e Secretaria de Educação de Rio Branco tem o intuito de planejar estratégias para aumentar a cobertura vacinal do estado.
Com avanço da ciência, doenças que já mataram milhões de pessoas pelo mundo como difteria, poliomielite caxumba, rubéola, meningites, pneumonias, influenza podem ser prevenidas através da vacinação.
As estratégias devem ser desenvolvidas em conjunto com a prefeitura e Estado, além do apoio do Conselho Regional de Medicina (CRM) e Sindicato dos Médicos.
Uma delas é que o calendário vacinal das crianças passará a ser obrigatório no momento da matrícula em escolas da rede pública tanto do Estado, quanto do município de Rio Branco a partir de 2020.
A medida faz parte de estratégias conjuntas do Ministério Público do Acre (MP-AC), por meio da Promotoria Especializada e Defesa da Saúde.
“A partir de 2020 vai ser exigida a regularidade na carteira de vacinação para que seja efetuada a matrícula nas escolas. Caso se constate a irregularidade, tanto a Saúde quanto a Educação poderá fazer busca ativa desse aluno”, explicou o promotor Gláucio Oshiro, da Promotoria Especializada de Saúde.
O secretário municipal de Educação, Moisés Diniz, destacou que essa medida é de suma importância para que todas crianças sejam vacinadas
“Com isso, a gente tem o acesso à informação e passa para o sistema de saúde que passa para o Ministério Público e envolve os moradores. Essa ação envolve a força mais importante da sociedade que é a educação”, disse.
Segundo os dados do Ministério da Saúde (MS), o Acre está abaixo da média brasileira de cobertura em quase todas as vacinas. O estado tem a 5º pior cobertura vacinal do país. (Com informações Victor Augusto – Ascom/CMRB)





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