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quinta-feira, 2 de julho de 2026
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UM TUCANO REBELDE

O vereador Clézio Moreira (PSDB) pode até não ser um dos parlamentares que mais usa a tribuna da Câmara de Rio Branco, mas não significa que não seja atuante. Quem acompanha seu mandato costuma dizer que ele tem muita proximidade com a população. Está sempre nos bairros verificando as demandas da população. Não se trata de um vereador omisso. Tem dado sua parcela de contribuição. Reclama até de seus aliados, como fez ontem na sessão da Câmara. Apesar de ainda estar no PSDB, partido do vice-governador Major Rocha, o tucano não economizou palavras para criticar o atual governo. Clézio disse que Cameli está “perdido”. Em seguida disse que a prefeita Socorro Neri (PSB) está fazendo uma gestão correta. O comentário causou a indignação do emedebista João Marcos Luz que perguntou ao colega se ele tinha vergonha de fazer parte do PSDB. Não é de hoje que o tucano tece elogios a prefeitura de Capital. Desde a época de Marcus Alexandre (PT) isso já acontecia. Clézio sempre foi da base, mesmo sendo do PSDB. E desde que anunciou sua saída do ninho tucano tem mostrado que caminha ao lado da prefeita. Tem direito a fazer essa escolha. E quanto a crítica feita a Cameli fica a pergunta: está enganado? O fato é que a fala de Clézio sempre será vista com desconfiança, afinal, apesar de estar no mesmo partido que o Major Rocha, não faz parte do grupo político. Como ele bem disse, trata-se de um grupinho fechado.

COMPREENSÍVEL

Natural que o deputado Gehlen Diniz (PP) apoie a decisão do governador Gladson Cameli (PP) em judicializar a questão da derrubada dos oito vetos governamentais. Trata-se do líder do governo na Aleac. Estranho seria se seu posicionamento fosse contrário.

EXÍLIO

Depois de discursar sobre apoiar as ações do governo, ainda que fosse contrário a Cameli, muito provavelmente Gehlen não falaria, sob pena de passar pela mesma experiência de Luís Tchê (PDT), o exílio.

FORA DA POLÍTICA

O vereador Jakson Ramos (PT) anunciou que tão logo acabe o mandato estará abandonado a política. Nenhuma treta, apenas lhe falta de tempo e incompatibilidade do exercício do mandato com sua outra atividade, a de médico.

COMEDIANTE I

O episódio envolvendo o prefeito de Sena Madureira, Mazinho Serafim (MDB) e alguns policiais militares que faziam blitz no município ainda repercute. Quem comentou o assunto foi seu principal adversário político, o deputado estadual Ghelen Diniz (PP). Diniz disse que o emedebista está mais para “comediante do que prefeito”.

COMEDIANTE II

Segundo Diniz, “o cara bêbado, tumultuando o trabalho da polícia, envergonhando uma cidade inteira, e eu que sou o vagabundo! É um comediante”.

REDE BANDEIRANTES

O vídeo de Serafim discutindo com os militares foi destaque no telejornal da Rede Bandeirantes, Café com Jornal. O apresentador classificou o episódio como “barbaridade” e chama Mazinho de “prefeitão”.

TEM ELEIÇÃO

O apresentador finaliza a reportagem dizendo que Serafim é o típico político brasileiro e dispara “população de Sena Madureira, meus sentimentos. A boa notícia é que ano que vem tem eleição”.

SAGA DE JURUNA

Mais uma vez o vereador Juruna subiu à tribuna da Câmara para pedir ao governador Gladson Cameli (PP) que reestruture a OCA. Já furou o disco de tanto que repetiu isso. Apesar das diversas reclamações, o governo nada fez. Os serviços continuam sendo ofertados pessimamente.

DE NOVO

O deputado estadual Antonio Pedro voltou a pedir a Superintendência da Caixa Econômica que providencia uma agencia para o município de Xapuri. Vamos ver se dessa vez sai.

NOMES NA MESA

O deputado federal Alan Rick, ex-prefeito Tião Bocalom, o secretário da Seinfra, Thiago Caetano, são nomes que volta e meia são suscitados como possíveis candidato à prefeitura da Capital.

NÃO SE EMPOLGUE

Alan já teria, inclusive, recebido elogios do governador. Disse que se trata de um bom nome e que não hesitaria em apoiá-lo. No lugar de Alan, não me empolgaria tanto. Na disputa ao governo do Estado recebeu a promessa de que seria vice de Gladson e isso nunca aconteceu.

NA CAMPANHA

Apesar de achar que ainda é muito cedo para tratar sobre o processo eleitoral de 2020, o presidente do PSD, o senador Sérgio Petecão, não descarta a participação da legenda na disputa da prefeitura de Rio Branco. Na realidade, em todo o Estado.

CABEÇA DA CHAPA

“Só não discuto nomes nem alianças este ano, mas um partido do porte do PSD, com grande votação na Capital, não ficará como mero espectador, ou estaremos na cabeça da chapa ou no mínimo como indicando o vice”, disse Petecão recentemente.

NOMES NA PAUTA

Até aqui, os nomes falados para a prefeitura de Epitaciolândia são os do prefeito Tião Flores (PP), do radialista Chiquinho Chaves (PSD), do ex-prefeito Luizinho Hassem (SD) e do empresário Torres (MDB). Quanto mais nomes na mesa, favorece quem está no poder.

CANDIDATURA PRÓPRIA

O Diretório Nacional do PT já recomendou que as capitais a legenda tenham candidato próprio, porém, aqui em Rio Branco, notícias de bastidores dão conta de que o partido poderá declarar apoio a outra sigla. Mas em se tratando de PT, pouco provável que isso ocorra. Uma candidatura própria é o sonho dos petistas. Querem recuperar o poder perdido em 2020.

BEM AVALIADA

A prefeitura de Rio Branco aparecer entre as melhores avaliadas das capitais. Isso reforça a tese de que a prefeita Socorro Neri (PSB) está mais preocupada com a gestão do que debater a eleição do próximo ano. Seu foco e executar os projetos da prefeitura. Está certíssima!

QUEIMADOS EM TARAUACÁ

O maior desafio do PSD no momento é “limpar sua barra” no município de Tarauacá. Podem até negar, mas o fato é que a prefeita Marilete Vitorino queimou bem a legenda naquele município.

REJEIÇÃO

Quando se fala na possível participação de Marilete no processo eleitoral do próximo ano, a população de Tarauacá repudia. Ninguém mais a quer no comando da cidade. Terminará a gestão com um alto índice de rejeição.

Frase

“Eu tô achando meio estranho seu posicionamento, até porque o senhor é do PSDB, que é do vice-governador. O senhor já fez alguma reunião com o vice-governador para saber o porquê dessas denúncias que o senhor acaba de fazer. E eu vou mais além: ‘O senhor tem vergonha de fazer parte do PSDB?’”.

(Vereador João Marcos, do MDB ao rebater o colega de parlamento Clézio Moreira, que teceu críticas ao governo de Gladson)

TÃO ACRE

LERO-LERO BUROCRÁTICO

O netão deputado Edmundo Pinto interpelou a Procuradoria Geral do Estado, m 1989, para explicar em que base legal as empresas da administração indireta tinham fermentado os salários dos diretores e assessores graduados, ferindo o Decreto 137. A resposta demorou, ao vir era um primor de papo furado, enlouquecendo o deputado. Um trechinho?

“Preocupa-nos todo o tempo e de logo cabem enfaticamente, verificar se na prática os fatos se passaram desta maneira, em que objetivo deve ser interpretado o requerimento, enquadrando-o dentro de uma moldura mais ou menos larga, dependendo tal alargamento ou estreitamento de uma série de fatores, como, mais adiante se examinará (…)”.

Nem Rolando Lero faria melhor despiste.

PIRES NA MÃO

Todo governador do Acre corre o pires e de cuia na mão piranga verbas federais em Brasília. Com o governador Edmundo Pinto não foi diferente. No gabinete do ministro Jarbas Passarinho, da Justiça, que como acreano de Xapuri podia dar uma força ao Estado, o governador exibia álbum com fotografias da alegação de 1991 e o Estado de petição de 502 quilômetros de Porto Velho. A Rio Branco, um lameiro medonho. Impressionado, Passarinho liga para a ministra Margarida Procópio, da Ação Social, e bota o Pinto na linha. O governador da esperança, morto em São Paulo em um atentado, apenas disse:

– Ministra, só tenho um pedido a lhe fazer: Socorro!

O CONSELHO

Conselho do jornalista Luís Carlos Moreira Jorge em sua coluna “Plenário”, de A Gazeta, de quatro de maio de 1991, quando o governador Edmundo Pinto e o vice Romildo Magalhães estavam às turras:

“Aviso aos jornalistas: vamos deixar de escrever ‘o assessor do Pinto disse à imprensa’, porque assessor de Pinto que conheço é camisinha”.