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quarta-feira, 1 de julho de 2026
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UM GOVERNADOR POPULAR

O governador Gladson Cameli (PP) provou ontem (novamente) que sabe como enfraquecer um movimento popular. Tão logo soube que os servidores do Poder Judiciário realizavam um protesto em frente ao Palácio da Justiça foi ao encontro deles. Com um discurso de que é preciso dialogar para encontrar a melhor solução possível, Cameli ganhou a confiança dos manifestantes. As mudanças na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) aprovadas à toque de caixa pelos deputados da base governista, são os principais impedimentos apontados pela diretoria do Tribunal de Justiça do Acre para deixar de cumprir com o pagamento de direitos trabalhistas estabelecidos no Plano de Cargos, Carreiras e Salários dos servidores, entre eles, a chamada ‘puladinha’ de letra e a gratificação por nível superior. No início do movimento, os sindicalistas tentaram uma agenda com o vice-governador Major Rocha, que ainda não havia retornado de Cruzeiro do Sul. A estratégia supostamente combinada entre sindicato e o desembargador Francisco Djalma, parece ter encontrado efeito. O diálogo até agora que não aconteceu entre a equipe econômica do governo e o Poder Judiciário, pode acontecer a qualquer momento com o Sindicato. Essa não é a primeira vez que o Sinspjac pressiona o executivo pelo pagamento integral do duodécimo.

JÁ ERA ESPERADO

Flaviano Melo (MDB) conseguiu na Justiça o direito a receber os R$ 35 mil de pensão de ex-governador. Já havia uma liminar favorável a Romildo Magalhães. Questão de tempo que ocorresse o mesmo em favor dos demais.

DESPACHO

Em seu despacho, o juiz ressaltou que não se trata de mudança de regime jurídico, mas sim de direito adquirido e reconhecido por espécie normativa específica, com os elementos do suporte fático completamente integralizado sob a égide de sua vigência.

CRISE I

Relevante a preocupação da reitora da Ufac, Guida Aquino, quanto ao futuro da instituição, que segundo ela, sofrerá com ainda mais cortes pelo MEC no próximo ano. “Se neste ano o bloqueio foi de R$ 15 milhões na Ufac, a previsão para o próximo ano é que o corte seja de R$ 18 milhões”.

CRISE II

Mesmo com a liberação de parte do montante contingenciado, a Universidade enfrenta dificuldades para honrar os compromissos. O MEC fez uma liberação tardia de pouco mais de R$ 1 milhão, e somente para custeio. O que vem dando fôlego para a Ufac realizar alguns investimentos, segundo a reitora, é uma emenda parlamentar de 2017. “Em 2018 não tivemos emendas e nem em 2019. Estou muito triste porque não vamos ter emenda para usarmos no próximo ano”.

PREOCUPAÇÃO

Outra preocupação da reitora é com relação à possibilidade de fusão da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) com o Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CNPq). “Caso isso aconteça, mais uma vez a pesquisa perde nesse país”.

PARLAMENTO AMAZÔNICO

A Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) sedia nesta quinta-feira, 31, a XIII Reunião Ampliada do Colegiado de Deputados do Parlamento Amazônico. O evento contará com a presença de autoridades das esferas municipais, estaduais, federais e de especialistas que debaterão sobre a Aviação Civil na Amazônia. O objetivo do evento é ampliar o diálogo com deputados estaduais de todo o Brasil definindo pautas comuns de atuação em defesa dos interesses das populações de cada ente da federação.

É CONTRA

O presidente da Câmara de Rio Branco, Antônio Morais (PT) resolveu se pronunciar quanto ao PL que trata sobre o possível aumento do número de parlamentares de 17 para 21. Disse que é contra. Morais esclarece que apesar da existência do PL, os vereadores não são obrigados a apreciá-la em plenário.

SEM MANIFESTAÇÕES

“Isso foi cogitado, mas em momento nenhum a Mesa Diretora foi forçada ou se manifestou a favor. O que busco enquanto presidente deste parlamento é economizar o máximo possível para que possamos construir nossa sede. Esse é o legado que quero deixar”, disse Morais.

INDICADO

Circula nos bastidores que o ex-secretário de Saúde, Alysson Bestene, está sendo cogitado para disputar a prefeitura de Rio Branco pelo Progressista. O partido pretende fortalecer o nome dele e medir o nível de aceitação entre a população.

NÃO CURTIU

Quem não curtiu nadinha esses rumores foi o secretário Thiago Caetano que até o início do ano era apontado como pretenso pré-candidato do Palácio Rio Branco.

CULPADO

O deputado Roberta Duarte (MDB) acusa o governo do Estado de descumprir o que fora anteriormente estabelecido com o legislativo acreano quanto ao sublimite Estadual do Simples. Atualmente, o sublimite é de R$ 1,8 milhões e a partir de 2020, de acordo com decreto governamental publicado em agosto deste ano, seria de R$ 3,6 milhões.

ALTERADO

Porém, uma portaria publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) deste mês estabelece que a faixa de receita bruta anual em 2020 permanecerá em R$ 1,8 milhão para entrar em vigor já no próximo mês de janeiro.

CONSEQUÊNCIAS

O receio de Duarte é que a decisão do governo em manter o sublimite na ordem atual possa prejudicar o setor produtivo do Estado, uma vez que as empresas terão um baixo limite de faturamento.

INDO BEM

A senadora Mailza Gomes (PROGRESSISTA) vem fugindo do mandato trivial. Está correta! Sua postura tem lhe rendido muitos elogios enquanto parlamentar.

CANDIDATURA ÚNICA

O senador Márcio Bittar (MDB) é um entusiasta a que a oposição tenha um único candidato a prefeito de Brasileia no próximo ano. Tem feito reuniões e pregado a candidatura única como uma forma de derrotar a favorita prefeita Fernanda Hassem (PT), tarefa que sabe ser dura.

VAI DISPUTAR

O filho do ex-deputado Roberto Filho, Bebeto Júnior vai às urnas em 2020. Tentará uma das cadeiras da Câmara de Rio Branco. “Dessa vez não vamos entrar para brincar. É para conquistar a cadeira”, disse ele.

TEM FORÇA

O ex-senador Jorge Viana, embora enfraquecido com a última derrota para o Senado e o seu partido estar fora do poder no Acre, ainda assim continua a ser a maior liderança do PT. E é o único com capacidade de montar uma articulação para tentar voltar ao poder em 2022.

FRASE

“Eu não tenho problema de enfrentar os problemas de frente, eu não tenho problema de recuar e reconhecer um erro. Mas, o que eu tenho é que pagar as contas e achar soluções. Eu não vou prometer aquilo que não posso”.

(Gladson Cameli sobre manifestação dos servidores do Poder Judiciário)

TÃO ACRE

 O HOMÔNIMO DO MESQUITA

O professor Geraldo Mesquita sempre votou simpatia ao simples e humildes. No seu governo muito fez pela agricultura, deu até um ano para incrementar o setor rural. Gostava de percorrer as colônias, tinha até uma que, como dizia, “alagava toda vez que cotia fazia xixi” onde criava galinhas.

Numa andança, vestido simplesmente, sozinho, sentiu sede. Ao avistar toca de colono bateu palmas invocou o clássico “ô de casa!”. Veio atende-lo a mulher, magra, decidida, extrovertida, falante, sem saber quem era o sisudo senhor que lhe pedira um copo de água. Esgoelou para dentro do casebre:

– Mesquitinha, traz uma caneca de água aqui para o homem. Anda logo, Mesquitinha!

Estranhando aquele “Mesquitinha”, quis saber imediatamente da elétrica senhora porque o pirralho era chamado no diminutivo de seu sobrenome. A mãe não se fez de rogada:

– A bem da verdade, meu senhor, o moleque não se chama Mesquitinha. O pessoal de casa é que apelidou ele com esse nome, porque é tão avoado, tão enjoado, tão doido como o nosso governador.

 PAPO PARABÓLICO

Chefe do Gabinete Civil do Governo Romildo Magalhães da Silva, o advogado Emílio Assmar Sobrinho vivia com sua sala apinhada de gente ilustre e gente desimportante, aqueles que eternamente estão sempre pirangando alguma coisa do Estado. A política de Emílio Assamr era a da porta aberta, questão de transparência administrativa. O tal atendimento coletivo, porém, não foi levado a sério por figurão que praticamente intimava o segundo homem em importância de qualquer governo para “uma conversa particular”. Teve que ouvir:

– Comigo só tem segredo de 200 pessoas para cima. Não tem essa conversa reservada entre quatro paredes, a não ser com mulher boa e bonita.