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quarta-feira, 1 de julho de 2026
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Um ano após ser desclassificado do BBB19, Vanderson entra com 19 ações indenizatórias no AC

Após ser inocentado pela justiça acrena, o ex-participante do Big Brother Brasil 2019, Vanderson Brito, se prepara para mover 19 ações de indenização material e moral, com reparação de danos, contra quem compartilhou imagens caluniosas em redes sociais, o estado do Rio de Janeiro e as mulheres que fizeram a denúncia.

Brito foi denunciado na Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam), em Rio Branco, por estupro, agressão física e importunação sexual. As denúncias foram feitas um dia antes do acreano entrar na casa do BBB. Mas, em agosto do ano passado, o processo de lesão corporal leve foi arquivado por falta de provas.

O ex-participante foi desclassificado do programa depois de ser intimado a prestar depoimento fora da casa do BBB. A intimação foi feita pela delegada Rita Salim, titular da Deam, no Rio de Janeiro (RJ), a pedido da delegada do Acre, Juliana De Angelis.

De acordo com o advogado do ex-BBB, Roberto Barreto, as ações indenizatórias são por danos morais e materiais.

“Em razão dos prejuízos que essas falsas denúncias, veiculações de fake news, vídeos com outras pessoas apontando que era ele, então, essas pessoas que fizeram isso, serão processadas. Além do estado do Rio de Janeiro, em razão da forma como ele foi obrigado a sair do programa. A gente entende que houve uma postura exacerbada das autoridades públicas e o estado tem que ser responsabilizado pelos atos dos seus prepostos”, disse.

O advogado ressalta que o conteúdo veiculado à época agrediam e caluniavam Brito, inclusive, as mulheres que denunciaram o professor. “Todas as pessoas que, com seus atos, levaram a causar danos serão processadas”, disse o advogado.

Barretos disse que as ações devem ser ingressadas na justiça até o começo de fevereiro.

“Estávamos esperando as decisões judiciais terem o seu trânsito em julgado, ou seja, serem encerrados de forma definitiva”, pontuou.

‘Hora de recomeçar’

Um ano depois do episódio que gerou a desclassificação dele do programa, Brito diz que foi criada uma imagem negativa dele e que ele só queria se defender das acusações.

“Nuca fui para rede social falar mal de ninguém para me vitimizar. Pelo contrário, continuei com meu trabalho, com a minha vida e agora é hora de a gente recomeçar”, diz.

O professor disse que até agosto do ano passado, o trabalho foi de constituição de provas para conseguir provar inocência e se defender das acusações, e afirma que o objetivo das ações é para conscientização do uso de redes sociais e evitar denúncias caluniosas.

“Meu motivo principal nisso tudo não é financeiro, é pedagógico. Veja só, nós temos quantidades absurdas de crime contra a mulher diariamente e enquanto pessoas fazem denúncias caluniosas, e move a polícia e todo um mote de pessoas e instituições, para uma coisa que não existe, quando poderia estar ajudando quem realmente precisa”, pontua.

Além disso, ele afirma que o objetivo da ação não é financeiro.

“É para que pessoas que fazem denúncias caluniosas aprendam que isso gera uma responsabilidade e você não pode brincar. Não foi só comigo, foi com a sociedade em geral que paga pelos serviços públicos. Então o objetivo final não é arrecadação de dinheiro. Tenho meu trabalho e me sustento. Que as pessoas entendam que lei é lei e internet não é terra de ninguém”, conclui. (G1 Acre)