Curso oferecido pela Universidade do Estado do Amazonas foi iniciado em meio à pandemia e formou 16 novos professores preparados para fortalecer a educação e a consciência cidadã na região
Em novembro de 2020, a Universidade do Estado do Amazonas (UEA) deu início, de forma remota, ao curso de licenciatura em História em Boca do Acre. Em um contexto marcado pela pandemia da Covid-19, que obrigou o ensino a adaptar-se ao ambiente virtual, a formação trouxe desafios e oportunidades tanto para os alunos quanto para os professores. Agora, em 2024, o curso chega ao fim, celebrando a formatura de 16 acadêmicos, que somam conhecimentos históricos à bagagem educacional do município.
A trajetória desses futuros professores foi marcada pelo esforço contínuo em meio às adversidades impostas pelo distanciamento social e pelas dificuldades enfrentadas em regiões mais remotas. Com as aulas presenciais retomadas gradualmente, a UEA conseguiu proporcionar uma experiência enriquecedora, permitindo que os alunos desenvolvessem habilidades tanto no campo da pesquisa histórica quanto na prática pedagógica.
O professor assistente da turma, Raimundo Carlos, disse que a formação em História é essencial para capacitar professores e historiadores preparados para atuar em diferentes esferas: escolas, faculdades, universidades, museus, centros culturais, bibliotecas e outras instituições de preservação histórica. “O curso de licenciatura em História é fundamental para o processo de formação de professores/historiadores plenamente qualificados para o exercício da prática docente. Ele estimula o desenvolvimento do pensamento e da compreensão crítica do passado e do presente, contribuindo ativamente para a formação da consciência histórica e cidadã dos estudantes”, afirmou o docente.
Para além da qualificação acadêmica, o professor destacou o papel da História na defesa de valores fundamentais, como a preservação das memórias coletivas, o respeito aos povos originários e às minorias, e o combate à desinformação e às desigualdades sociais. “O curso fomenta a empatia, promove o espírito de equidade e a diversidade, ferramentas essenciais para o desenvolvimento de uma sociedade mais justa e consciente.”
A nova professora formada, Camila Souza da Silva, também compartilhou a emoção de concluir essa importante etapa. “Finalizar esse curso representa muito mais do que apenas uma conquista acadêmica para mim. É a realização de um sonho, um sonho que muitas vezes parecia distante, especialmente durante a pandemia, quando tudo era incerto. Cada etapa foi desafiadora, mas cada aprendizado também foi uma vitória. Agora, como professora de História, tenho o compromisso de compartilhar esse conhecimento, de ajudar meus futuros alunos a compreenderem a importância do nosso passado e a se tornarem cidadãos conscientes e críticos”, declarou Camila, visivelmente emocionada.
Impacto
No último dia 11 de novembro, foi evento que marcou a defesa do trabalho de conclusão de curso. Os 16 formandos têm agora a missão de compartilhar o conhecimento histórico adquirido, não só em sala de aula, mas também na comunidade. A expectativa é que os novos licenciados em História contribuam para a conscientização da população sobre temas de grande relevância, como a preservação da cultura local, o combate ao preconceito e a valorização da diversidade cultural.





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