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sexta-feira, 26 de junho de 2026
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Trump critica resposta do Irã e chama proposta para encerrar guerra de “totalmente inaceitável”

Documento iraniano pede fim dos ataques, suspensão de sanções e garantias contra novas ofensivas dos EUA

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou neste domingo (10) a resposta enviada pelo Irã à proposta americana para encerrar a guerra no Oriente Médio.

Segundo Trump, os termos apresentados pelos iranianos são “totalmente inaceitáveis”.

A resposta iraniana foi enviada ao Paquistão, país que atua como mediador das negociações entre os dois lados.

De acordo com a agência Tasnim, ligada ao governo iraniano, o plano pede o fim da guerra em todas as frentes e garantias de que não haverá novos ataques contra o país.

O documento também solicita a suspensão temporária das sanções americanas sobre a venda de petróleo iraniano e o fim do bloqueio naval imposto ao Irã.

Segundo informações publicadas pelo jornal The Wall Street Journal, o Irã rejeitou a proposta dos EUA para desmantelar suas instalações nucleares. Ainda assim, o país teria concordado em discutir limites temporários para o enriquecimento de urânio.

A proposta iraniana inclui a transferência de parte do urânio enriquecido para um terceiro país, desde que existam garantias de devolução caso o acordo fracasse futuramente.

Mesmo com um cessar-fogo em vigor há cerca de um mês, drones voltaram a ser detectados neste domingo sobre países do Golfo Pérsico. O governo iraniano também voltou a ameaçar reagir militarmente caso embarcações do país sejam atacadas na região.

O Estreito de Ormuz segue no centro da crise por ser uma das principais rotas globais de transporte de petróleo e gás natural.

O conflito começou após ataques realizados por Israel e pelos Estados Unidos contra o Irã no fim de fevereiro. Desde então, a guerra provocou represálias iranianas em diferentes pontos do Oriente Médio e aumentou a pressão internacional sobre os preços da energia.

Enquanto isso, aliados dos Estados Unidos demonstram resistência em ampliar participação militar na região sem um acordo formal de paz.

Com informações NDMais