O Acre registrou 14 casos de intoxicação por agrotóxico em dez anos. É o segundo menor número entre os Estados mas é muito maior que o último colocado, o Amapá, onde ocorreu apenas uma intoxicação. O Acre apresenta 0,1 caso de intoxicação por veneno agrícola a cada grupo de 100 mil habitantes. Parece pouco mas essa taxa é maior que a registrada nos Estados do Amazonas, Rio Grande do Norte, Amapá e Maranhão. Os dados são da Agência Pública (www.apublica.org).
O Estado brasileiro com a maior quantidade absoluta de exposições e intoxicações por agrotóxicos nos últimos dez anos é o Paraná, com 4.648 registros. O Estado é o segundo do Brasil com maior área plantada do país e também o segundo com a maior quantidade de estabelecimentos que utilizam agrotóxicos, segundo dados do Censo Agro 2017, do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Entre as principais produções agrícolas no estado estão cevada, feijão, milho, trigo e soja. Após o Paraná, São Paulo e Minas Gerais são os estados com maior quantidade absoluta de estabelecimentos que utilizam venenos agrícolas.
Nos últimos dez anos, o Paraná se manteve como um dos estados com maiores taxas de intoxicação por habitante. Contudo, desde 2011, os registros de intoxicação subiram no Espírito Santo, que é hoje a unidade da Federação com maior quantidade de intoxicações em relação à população.
O Paraná é o estado do deputado Luiz Nishimori (PR), relator do Projeto de Lei (PL) 6.299, de 2002, que altera a legislação sobre os agrotóxicos, transferindo o poder regulatório da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) –vinculada ao Ministério da Saúde– para o Ministério da Agricultura, entre outras medidas.



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