Aos 41 anos, o taxista Laude Ferreira do Nascimento, amazonense de Boca do Acre, também é um sobrevivente graças ao transplante de fígado realizado no Acre. Casado há apenas 6 anos, o transplantado, que tem familiares com o vírus da hepatite, já perdeu um irmão para a doença e a cerca de três anos viu sua saúde ir embora aos poucos.
“Meu fígado já estava ruim, atrofiando, aí vim pra Rio Branco, descobri no acompanhamento médico que só um transplante poderia me curar. Bem próximo ao dia do transplante eu achei que eu não aguentaria passar por uma cirurgia, por estar muito debilitado, mas se eu não fizesse eu morreria também, então eu confiei no meu Deus e naquela equipe maravilhosa que merece nota mil.”, comemora o taxista.
Laude destaca ainda a atuação do médico Tércio Genzini, médico que já atua há mais de 17 anos no Acre, e é um dos responsáveis pelo sucesso e eficácia dos transplantes de fígado realizados no estado.
“Que médico humilde, que homem bacana, eu estava nas mãos de Deus que é o médico dos médicos, mas se eu soubesse que naquele dia que ele é um dos melhores médicos do país nessa área, eu teria ficado ainda mais confiante, sou muito grato a ele e a todos que me proporcionaram essa nova vida e peço ao governador, que siga investindo nos transplantes e salvando vidas.”, pontuou Nascimento.
Laude ainda aguarda a liberação para voltar a comer a tão amada farinha. “No dia que fui liberado comi uma galinha caipira, foi muito bom voltar a me alimentar sem a preocupação ou medo, só prazer. Mas ainda aguardo a liberação para comer um bom assado de panela com farinha”, celebrou o taxista que segue no tratamento pós-transplante, mas já planeja ansiosamente à volta para casa e para sua rotina de antes, em Boca do Acre.


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