MEC anuncia novas regras para expedição diploma de ensino superior

O Ministério da Educação (MEC), anunciou a adoção de novas regras para expedição e registro de diplomas de graduação. A partir de agora, as faculdades e universidades terão que publicar no Diário Oficial da União informações sobre os diplomas registrados e manter informações detalhadas para consulta pública nos próprios sites. A portaria foi publicada no DOU na última sexta-feira, 26.

Segundo o MEC, o objetivo é reduzir o risco de fraudes e oferecer maior segurança nos procedimentos internos das instituições de educação superior. As universidades terão um prazo de 180 dias para se adequar às novas regras.

Entre as mudanças está a exigência de um termo de responsabilidade que deverá ser assinado pelas instituições de educação superior e prazos para a expedição e o registro dos diplomas.

Além disso, as instituições também deverão cancelar diplomas irregulares quando detectarem vícios nos procedimentos de expedição e registro e dar publicidade dos diplomas cancelados.

Outra alteração é que o verso do diploma deverá trazer a identificação da mantenedora da instituição de educação superior. A expedição e o registro da primeira via do diploma, do histórico escolar final e do certificado de conclusão de curso seguem gratuitos

A portaria mantém a gratuidade da expedição e registro da primeira via do diploma, do histórico escolar final e do certificado de conclusão de curso. Já os centros universitários e as faculdades com alta qualificação continuam com a prerrogativa de registrar seus próprios diplomas.

Estudantes de instituto participam de expedição na APA do Lago do Amapá

Rica em biodiversidade de fauna e flora, a Área de Proteção Ambiental (APA) do Lago do Amapá, situada em Rio Branco, é um dos redutos de pesquisa acadêmica. Nesta semana, estudantes do curso de Agroecologia do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Acre (Ifac) realizam aula prática na unidade de conservação.

Gerida pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), a APA do Lago do Amapá também atrai os amantes de atividades ao ar livre. O coletivo Travessias na Floresta, por exemplo, promove trilhas no local, a fim de proporcionar maior integração entre meio ambiente e pessoas, ao mesmo tempo em que fomenta o turismo ecológico.

Os alunos estiveram acompanhados, dos docentes do Ifac, conheceram a dinâmica da gestão da UC, sua criação, implantação e legislação. A expedição passou pelo encontro das águas dos rios Acre e Rola, onde existe a extração de areia – principal atividade econômica da APA.

A aula de campo viabilizou um passeio pela trilha da APA do Lago do Amapá, com direito a paradas para contemplação da fauna e flora. A proposta é que as observações e ponderações sobre a UC, dos alunos e professores, sejam discutidas na sala de aula.

“Estamos abertos a parcerias para fomento de pesquisas, que gerem informação tanto para as instituições quanto para a gestão da APA”, destacou a gestora da Área de Proteção Ambiental, Mirna Caniso, salientando ainda que “esses momentos nas UCs reforçam os potenciais desses territórios, como laboratório natural, influenciando na formação de mão de obra qualificada, por meio das aulas práticas.”

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Parque Nacional da Serra do Divisor: O mundo mágico da maior biodiversidade da Terra abre os braços para o mundo

Você está sendo convidado a uma viagem mística no mais realista dos mundos da biodiversidade: o Parque do Divisor por si só é um convite à contemplação, uma canal de comunicação direta com outras dimensões do espírito humano… Essas e outras descobertas estão nos relatos de viagem da 2ª Expedição Fotográfica ao Parque Nacional da Serra do Divisor 2017, a encantadora reserva florestal no extremo oeste do Acre. Trabalhadores, profissionais de diferentes áreas passaram parte do mês de janeiro caminhando pelas trilhas, subindo e descendo a serra de onde se avistam o sopé da Cordilheira dos Andes e seus montes que um dia foram vulcão, ou praticando esportes radicais nos cânions e cachoeiras… Tudo isso com a inquietante gastronomia serrana sorvida na Pousada do Miro.

Quer conhecer o Parque Nacional da Serra do Divisor? A hora é agora…sente-se, leia as páginas seguintes e faça a melhor viagem de sua vida rumo ao mundo mágico da maior biodiversidade do planeta.

As melhores experiências com a Natureza

Quer conhecer o lugar de maior biodiversidade do mundo? Há três pacotes para se passar uma temporada no Parque Nacional da Serra do Divisor, no extremo oeste do Acre.Nos primeiros dias de 2017 o Divisor recebeu a visita da 2ª Expedição Fotográfica a Serra do Divisor promovida pelo Instituto Acreano de Imagens (IAI) em parceria com a Pousada do Miro e o jornal OPINIÃO. Os doze expedicionários puderam contemplar a maior e mais bela biodiversidade do planeta, algo pouco visto na maioria dos hotspost turísticos do mundo –uma experiência ao mesmo tempo mística e real, onde as sensações celebram a paz e a harmonia. “Mais uma experiência inigualável, transformadora”, resumiu o presidente do IAI e organizador da expedição, o fotojornalista Marcos Vicentti.

1 Participantes da Expedição vários profissionais liberal Foto Marcos Vicentti

A expedição consolida o turismo no Parque, movimento que começou de modo pioneiro por um homem simples, o ex-caçador Argemiro Oliveira, popularmente conhecido como Miro. Ele nasce e se criou no Divisor e há cerca de 14 n anos começou a receber pessoas em sua casa, oferecendo-lhes alimento e acomodação. “Alguém me falou: porque você não monta uma pousada?”, relatou Miro. Hoje, aos 47 anos, o mateiro virou empreendedor com a Pousada do Miro, uma vivenda no pé da serra que em dois meses recebeu 200 visitantes.

O Divisor é protegido por lei, um lugar onde realidade se alia mística: criado em 16 de junho de 1989, através do Decreto 97.839, é composto por uma área de cerca de 843.000 hectares em cinco municípios do Alto Juruá, abrigando o ponto mais a Oeste do Brasil. Trata-se do quarto maior parque nacional no Brasil, onde os visitantes integram a Natureza à espiritualidade. “É um lugar para quem deseja interagir com a Natureza. Saí de lá totalmente renovada”, relatou a educadora física Kelly Cebélia das Chagas do Amaral, uma das expedicionárias. Em meio às cachoeiras cercadas de mata, Kelly praticou Yoga e relata a espiritualização com o lugar: “esta com certeza foi uma das melhores experiência da minha vida. Gratidão infinita ao Universo”.

2 Caynios da Serra do Divisor Foto Marcos VicenttiPNSD é candidato a Patrimônio Mundial Natural

Na segunda semana de janeiro, o Acre recebeu a notícia de que o Divisor é candidato a Patrimônio Mundial Natural. A proposta foi apresentada pelo governo do Brasil na sede da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) em Paris. A região do PNSD é um divisor de águas das bacias hidrográficas do Médio Vale do Rio Ucayali (Peru) e do Alto Vale do Rio Juruá (Acre), com 846,6 mil hectares, criado em 1989 por decreto do então presidente José Sarney. A área norte, mais especificamente no trecho do rio Moa, e em particular no trecho do Moa que corta a Serra da Jaquirana, concentra atrativos que apresentam as belezas cênicas conhecidas mais exuberantes do parque, como a visão de paisagens extensas no mirante das montanhas, únicas no Estado, banhos em cachoeiras e fontes, que por serem vizinhos, oportunizam uma dinâmica de visitação rápida.

O ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, enviou ao ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, Sérgio Etchegoyen, o documento que propõe à Unesco a candidatura do Parque Nacional da Serra do Divisor à Patrimônio Mundial Natural com o argumento de que “é uma área de extrema beleza, riquíssima biodiversidade e valores naturais incomensuráveis”.

Além de mencionar que compor a lista do Patrimônio Mundial Natural significa a “possibilidade de mais recursos de financiamento”, Sarney Filho lembra que o Itamaraty, órgão responsável pelo encaminhamento da proposta, solicitou a obtenção da “não objeção” do Ministério da Defesa com relação à candidatura, uma vez que o parque se localiza em região fronteiriça do pais.O Divisor foi apontado como o lugar de maior biodiversidade do planeta. Ali, segundo os cientistas, já foi registrada a presença de 1.233 espécies animais, dos quais 90 são considerados de valor especial para a conservação (76 de vertebrados e 14 de invertebrados).

Relatos de quem viveu a magia de estar no Divisor

A 2ª Expedição Fotográfica ao PNSD foi bem mais que uma simples viagem a uma reserva florestal. Foi a oportunidade que pessoas simples tiveram para uma interação verdadeira com a Natureza. Veja o que alguns deles disseram:

SERRA DIVISOR 1 personagem
SERRA DIVISOR 2 personagem
SERRA DIVISOR 3 personagem
SERRA DIVISOR 4 personagem

Gastronomia serrana surpreende visitantes

“Meu Deus a comida era um espetáculo à parte. Tudo regional, café da manhã regado a tapioca, banana frita, mingau de banana, banana cozida, pão de milho, ovos mexidos, café com leite, suco de frutas naturais. No almoço outro banquete , galinha caipira, pirão, saladas, arroz, feijão, macarrão, farofa. No jantar sopa, porco assado na brasa, carne cozida e muito mais. Tudo feito com muito amor e carinho”.

A declaração de uma das expedicionárias, Iza Souza, é um aperitivo do que o visitante pode realmente encontrar no Parque do Divisor. Tem muito mais e alguns pratos são surpreendentes mas o pato preparado pelas cozinheiras serranas é algo imperdível. “Tudo é muito saboroso, diferenciado”, avalia Marcos Vicentti, coordenador da expedição.

Delicie-se nas imagens:

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Milhares de aves, macacos, morcegos e o misterioso araçari-castanho

Para os amantes da observação de animais, o parque  abriga exemplares ameaçados de extinção como o macaco uacari-vermelho, mico-do-cheiro, onça-pintada, anta, preguiça, quati, tartaruga tracajá, boto-vermelho, tamanduá-bandeira, lontra, tatu-canastra, macaco-cara-de-sola, pacarana, jabuti, jacaré-tinga, além das 100 espécies de anfíbios, 30 de répteis, 14 de primatas, 55 de morcegos, 400 de aranhas e insetos, bem como as 64 espécies de abelhas. A avifauna apresenta cerca de 500 exemplares, como o papagaio, e o araçari-castanho, típico peixe-boi que é um grande mamífero aquático da região.

Bosque de samambaia gigante e a palmeira que anda pela mata

O Divisor é incrível com lindas cachoeiras, mirante e paisagens inesperadas como o bosque de samambaia gigante e da palmeira que anda. O nome científico desta última planta é Socrateaexorrhiza, que chega a medir até 20 metros de altura, com tronco entre 10 e 18 centímetros de diâmetro. Possui raízes aéreas e bem espaçadas, chegando a atingir facilmente 2 metros de comprimento. As folhas lembram uma pena ou pluma. Já as flores apresentam a tonalidade branco esverdeada e os frutos, quando maduros, são amarelo avermelhados.Ela muda de lugar se quiser, para se adaptar e até sair debaixo de uma outra árvore à procura de sol. Segundo especialistas, as impressionantes raízes da palmeira andante podem ter surgido de uma adaptação ao alagamento, mas não há evidências à respeito. Então, varias funções alternativas têm sido debatidas e sugeridas ao longo dos anos, algumas delas são de que as raízes permitem à palmeira “andar” para longe do ponto de germinação se outra árvore cair sobre a muda ou quando suas raízes vão apodrecendo ela simplesmente desenvolve novas raízes escolhendo novos lugares para crescer e é por isso que a Socrateaexorrhiz chega quase a caminhar.

Viagem é longa mas exuberância da floresta anula tédio ou cansaço

O acesso é complicado, feito somente através de barco, mas super divertido. “Ninguém fica entediado não”, disse Marcos Vicentti. Dependendo da época do ano leva-se até 10h para chegar mas a viagem dos expedicionários durou pouco mais de seis horas. A visita deve ser programada com antecedência pois é necessário obter uma autorização do ICMBio para entrar no parque.