Novos inscritos no Enem farão provas em janeiro de 2022, anuncia o MEC

STF determinou que o governo reabrisse as inscrições; data original da prova, em novembro, está mantida para quem já se inscreveu

O Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) anunciou nesta segunda-feira (13) a reabertura das inscrições do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio).

Quem se inscrever agora fará a prova nos dias 9 e 16 de janeiro de 2022, mais de um mês depois da data que está marcada o exame regular —em 21 e 28 de novembro de 2021.

O órgão também anunciou que mudou a data do chamado Enem PPL (pessoas privadas de liberdade), realizado para adultos que estão presos e para jovens internados. A prova, antes marcada para 11 e 12 de janeiro, agora será realizada também nos dias 9 e 16 do mês.

Folha já tinha informado que essa opção estava em estudo dentro do MEC (Ministério da Educação).

A reabertura foi determinada pelo Supremo Tribunal Federal e devolve o direito de inscrição a quase três milhões de alunos que se inscreveram no Enem do ano passado e que tinham isenção de taxas, mas não compareceram às provas.

O MEC havia determinado em julho que a isenção só seria repetida a quem justificasse a ausência no Enem 2020 —com acidente de trânsito no dia da prova, emergência médica ou morte na família. A Defensoria Pública da União, porém, entrou na Justiça para pedir a anulação da medida.

O STF aceitou por unanimidade no último dia 3 os argumentos da defensoria e ordenou que o governo permitisse a inscrição gratuita de quem se ausentou na prova de 2020, sem a necessidade de o estudante apresentar uma justificativa para a falta.

Pelas regras em vigor, têm direito à isenção de R$ 85 candidatos que se enquadram em critérios de renda e são alunos de escolas públicas ou bolsistas em instituições privadas. O Supremo entendeu que também era relevante para a decisão do MEC o medo de contrair Covid-19, durante a pandemia.

As novas inscrições começam às 10h desta terça (14) e vão até às 23h59 do dia 26 de setembro. As inscrições poderão ser feitas no site do exame.

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Enem 2021 abre inscrição para provas impressa e digital; veja passo a passo para fazer a sua

Prazo para se registrar vai até o dia 14 de julho. Taxa de inscrição é de R$ 85 nas duas versões do exame.

As inscrições para a edição deste ano do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) foram abertas nesta quarta-feira (30). Os candidatos devem se registrar na página do participante até 14 de julho, às 23h59.

Para os que não tinham direito à isenção da taxa (ou que solicitaram o benefício, mas não conseguiram aprovação), haverá a cobrança de R$ 85.

E atenção: mesmo quem obteve a gratuidade precisa se inscrever.

Desta vez, diferentemente da edição anterior do Enem, as versões impressa e digital serão aplicadas nas mesmas datas (21 e 28 de novembro) e terão perguntas iguais.

O Inep indica um passo a passo para realizar a sua inscrição. Veja a seguir:

1) Na página do participante, ler informações iniciais e clicar em “Inscrição”.

2) Numa caixa de diálogo que se abre, selecionar a imagem da pergunta que é feita. Em seguida, preencher com o número do CPF e a data de nascimento (iguais aos cadastrados na Receita Federal). Depois clicar em “Iniciar a inscrição”.

 — Foto: Inep

3) Após a identificação do candidato, clicar em “próximo” e depois preencher dados pessoais e endereço.

 — Foto: Inep

4) Em “atendimentos”, será perguntado se o participante precisa de atendimento especializado.

 — Foto: Inep

5) Depois, escolher a prova de língua estrangeira: inglês ou espanhol.

 — Foto: Inep

6) A próxima etapa é a situação do ensino médio do participante. O Inep confirmou que treineiros poderão fazer o Enem deste ano, mas só a versão impressa.

 — Foto: Inep

7) O questionário socioeconômico tem 25 perguntas. A cada pergunta, basta selecionar uma das opções e clicar no botão “Próximo”.

 — Foto: Inep

8) Na etapa seguinte, é preciso informar os contatos para o Inep enviar informações relativas ao exame.

 — Foto: Inep

9) O participante, então, deverá escolher se a modalidade da prova é impressa ou digital.

 — Foto: Inep

10) A seguir, informar estado e cidade.

 — Foto: Inep

11) Inserir uma foto.

 — Foto: Inep

12) Depois, clicar em “enviar inscrição”. O Inep lembra que, se o participante não solicitou a isenção da taxa de inscrição ou se teve o pedido reprovado, é importante lembrar de pagar a GRU Cobrança para garantir sua participação.

 — Foto: Inep

Confira o cronograma

  • Inscrições: 30/6 a 14/7
  • Pagamento da inscrição: até 19/7
  • Pedido de atendimento especializado: 30/6 a 14/7
  • Pedido de tratamento pelo nome social: 19 a 23/7
  • Provas: 21 e 28/11

Enem digital com adaptações

O candidato deve escolher, na inscrição, se deseja fazer a versão impressa (tradicional) ou a informatizada.

Ao todo, serão 101.100 vagas no Enem digital. É importante lembrar que ele é aplicado nos locais de prova — não existe a opção de prestar o exame em casa.

Desta vez, a versão computadorizada terá adaptações para candidatos com deficiência: prova superampliada e com contraste (voltada para pessoas com baixa visão), e locais de aplicação com acessibilidade. Na edição anterior, apenas a versão impressa oferecia essas opções.

Disciplinas e horários

Como nos últimos anos, o Enem será aplicado em dois domingos.

21 de novembro

O candidato deverá fazer:

  • 45 questões de linguagens;
  • 45 questões de ciências humanas
  • e redação.

28 de novembro

A prova tem meia hora a menos:

  • 45 questões de matemática
  • e 45 questões de ciências da natureza.

Veja os horários de aplicação (no fuso de Brasília):

  • Abertura dos portões: 12h
  • Fechamento dos portões: 13h
  • Início das provas: 13h30
  • Término das provas no 1º dia: 19h
  • Término das provas no 2º dia: 18h30

Regras de prevenção à Covid-19

Mais uma vez, será obrigatório que os candidatos usem máscara durante a prova para reduzir o risco de contaminação por Covid-19.

No edital, também há a determinação para o uso de álcool em gel na higienização das mãos.

Não seguir os protocolos de prevenção leva à eliminação do estudante.

g1

Inep publica edital do Enem; inscrições começam em 30 de junho

Equipe de Milton Ribeiro queria adiar exame para 2022, mas voltou atrás e prova foi marcada para novembro

O edital do Enem 2021 foi publicado na nesta quarta (2) no Diário Oficial da União. Com atraso de mais um mês em relação aos anos anteriores, a publicação traz detalhes sobre a prova que está marcada para os dias 21 e 28 de novembro.

As inscrições começam em 30 de junho e vão até 14 de julho. Os candidatos terão até 19 de julho para o pagar a taxa de inscrição, de R$ 85.

A prova terá as versões impressa e digital na mesma data. O edital não especifica quantas vagas serão abertas para a modalidade digital.

A equipe do ministro da Educação, Milton Ribeiro, planejava adiar esta edição do exame para janeiro de 2022 por causa da pandemia e por questões orçamentárias. Voltaram atrás diante da repecrussão negativa.

Nesta segunda (31), o ministro anunciou as datas da prova pelo Twitter.

Folha mostrou na última semana que o governo Jair Bolsonaro ainda não assinou o contrato com a gráfica para a impressão das provas do exame. As indefinições sobre as datas de realização das provas e trocas nas chefias do órgão têm atrasado os procedimentos preparatórios do exame.

O edital traz a informação de que “haverá procedimentos específicos para a aplicação” do Enem nesta edição por causa da pandemia. O documento, no entanto, não detalha quais serão esses procedimentos. O único procedimento citado se refere a obrigatoriedade do uso de máscara durante a prova.

Na última aplicação da prova, realizada em janeiro, os candidatos enfrentaram uma série de problemas pela ausência da adoção de medidas de segurança contra a Covid-19. Estudantes chegaram a ser impedidos de realizar o exame por conta de salas superlotadas.

folha

MEC anuncia que Enem 2021 ocorrerá em 21 e 28 de novembro

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2021 acontecerá no mês de novembro, nos dias 21 e 28, tanto para a versão impressa quanto para a versão digital. A informação foi confirmada nesta segunda-feira (31) pelo ministro da Educação, Milton Ribeiro, em publicação no Twitter.

Segundo o ministro, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pela prova, publicará ainda nesta semana os editais do Enem 2021. As inscrições serão abertas no dia 30 de junho e irão até 14 de julho, pela Página do Participante do Enem na internet.

“A segurança e a isonomia do Enem serão sempre mantidas pelo Inep e pelo Ministério da Educação (MEC)”, afirmou Milton Ribeiro, na postagem.

Fonte:ecosdanotícia

Candidatos ao Enem 2020 terão que usar máscaras desde a entrada até a saída, segundo novo edital do MEC

O Ministério da Educação (MEC) publicou uma retificação ao edital do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020, em que afirma que os candidatos terão que usar máscaras desde a entrada nos estabelecimentos da prova até a saída, tanto na prova impressa quanto na digital.

Os participantes poderão levar máscara reserva para trocar durante a aplicação. Caso se recuse a usar máscara, o candidato poderá ser eliminado. A publicação está no “Diário Oficial da União” desta sexta-feira (31).

Ao todo, 5,8 milhões de candidatos estão inscritos. Destes, 96 mil farão a prova digital. Além do uso de máscaras, o edital cita o respeito ao distanciamento quando o candidato for apresentar-se na sala de aplicação da prova.

O edital do Enem foi atualizado para alterar a data de realização do exame, já divulgada anteriormente. Em vez de novembro, como estava previsto antes da pandemia, a prova será feita em janeiro e fevereiro, com resultados divulgados em março (veja cronograma abaixo).

As regras também foram reescritas para incluir os cuidados sanitários para evitar a proliferação do coronavírus. O uso constante da máscara é uma das mudanças e, agora, é uma das obrigações do participante.

O único momento em que será permitida a retirada do acessório é durante a identificação do estudante – ainda assim, o edital afirma que o manuseio da máscara deverá ser feito pelas laterais, sem tocar na parte protetora, como é preconizado por infectologistas. Acompanhantes de lactantes também deverão usar o acessório o tempo todo.

O uso da máscara é dispensado para pessoas com autismo, deficiência intelectual, deficiências sensoriais ou outras deficiências que as impeçam o uso adequado.

Cronograma do Enem

Adiado após pressão de estudantes e parlamentares por causa da pandemia de Covid-19, o novo cronograma do Enem prevê:

  • Provas impressas: 17 e 24 de janeiro, para 5,7 milhões inscritos
  • Prova digital: 31 de janeiro e 7 de fevereiro, para 96 mil inscritos
  • Reaplicação da prova: 24 e 25 de fevereiro (para pessoas afetadas por eventuais problemas de estrutura)
  • Resultados: a partir de 29 de março

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Consulta sobre nova data do Enem começa neste sábado

A consulta sobre a nova data do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020 poderá ser feita a partir deste sábado (20) na página do participante. Para participar, é preciso acessar a página, com CPF e senha utilizados no cadastro do portal único do Governo Federal, o gov.br, e indicar o período em que prefere fazer as provas.

São três opções disponíveis:

Enem impresso: 6 e 13 de dezembro de 2020/Enem Digital: 10 e 17 de janeiro de 2021

Enem impresso: 10 e 17 de janeiro de 2021/Enem Digital: 24 e 31 de janeiro de 2021

Enem impresso: 2 e 9 de maio de 2021/Enem Digital: 16 e 23 de maio de 2021

A edição 2020 do Enem recebeu 6,1 milhões de inscrições e 5,7 milhões já estão confirmadas. As próximas etapas do Enem incluem a divulgação do resultado do recurso relacionado à solicitação de tratamento pelo nome social e a divulgação do resultado do recurso relacionado à solicitação de atendimento especializado do Enem impresso, ambas previstas para o dia 25.

Sisu, ProUni e Fies

Além do Enem, o Ministério da Educação (MEC) alterou a data das inscrições aos principais programas de acesso à universidade para atender a uma solicitação das instituições de ensino superior públicas e privadas. As inscrições para o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) do segundo semestre, que deveriam ter sido feitas entre os dias 16 e 19 deste mês, agora estão previstas para o período de 7 a 10 de julho. O prazo para inscrições no Programa Universidade Para Todos (Prouni), que seria de 23 a 26 de junho, agora será aberto no dia 14 de julho. E o Financiamento Estudantil (Fies), que teria inscrições efetuadas de 30 de junho a 3 de julho, passou para 21 a 24 de julho.

A mudança ocorre devido à suspensão de algumas atividades acadêmicas e administrativas nas universidades por causa da pandemia de covid-19, a doença provocada pelo novo coronavírus.

uol

 

Prazo para pagamento da taxa de inscrição do Enem 2020 termina hoje

Termina hoje (10/6) o prazo para pagamento da taxa de inscrição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020, no valor de R$ 85. O procedimento deve ser feito pelos participantes que não se enquadram nos critérios de isenção. A taxa pode ser quitada em qualquer banco, casa lotérica ou agência dos Correios.


O estudante deverá gerar a Guia de Recolhimento da União (GRU) na Página do Participante. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) reforça para que os participantes fiquem atentos ao horário e às regras dos correspondentes bancários.


Devido às medidas restritivas impostas pela pandemia de covid-19, o Ministério da Educação garantiu a gratuidade da taxa de inscrição aos 4,8 milhões de participantes que se enquadraram nos requisitos para a isenção.

O reconhecimento foi assegurado sem a necessidade de um pedido formal.
A edição 2020 do Enem recebeu 6,1 milhões de inscrições e 5,7 milhões já estão confirmadas. As datas das provas em modelo impresso e digital serão definidas após a consulta aos participantes por enquete a ser realizada no sistema do exame, mesmo ambiente virtual onde é feita a inscrição.

Na sexta-feira (12/6), serão divulgados os resultados para as solicitações de atendimento especializado. A publicação é individual na Página do Participante e, para casos de indeferimento, o Inep abrirá o prazo de 15 a 19 de junho para interposição de recurso.


Além dos canais de informação pela internet, os estudantes podem tirar dúvidas relativas ao processo de inscrição pelo Fale Conosco do Inep, por meio do autoatendimento online ou do 0800 616161 (somente chamadas de telefone fixo).

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Governo Bolsonaro anuncia adiamento do Enem

O Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas educacionais) aunciou o adiamento do Enem 2020. As datas serão adiadas de 30 a 60 dias em relação ao previsto nos editais. Assim a prova deve ocorrer em dezembro ou janeiro.

Confira nota do instituto:

Atento às demandas da sociedade e manifestações do Poder Legislativo em função do impacto da pandemia do Coronavírus no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e o Ministério da Educação (MEC) decidiram pelo adiamento da aplicação dos exames nas versões impressa e Digital. As datas serão adiadas de 30 a 60 dias em relação ao previsto nos editais.

Para tanto, o Inep promoverá uma enquete junto aos inscritos para o Enem 2020, a ser realizada em junho, por meio da Página do Participante. As inscrições para o Enem 2020 seguem abertas até 23h59 desta sexta-feira, 22 de maio.

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TCU indica adiamento do Enem devido à pandemia e dá prazo de cinco dias para Inep se manifestar

O TCU (Tribunal de Contas da União) deu cinco dias para o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) se manifestar sobre o cronograma do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio).

No despacho, do dia 4 de maio, o ministro Augusto Nardes diz que a pandemia tem profundos reflexos na educação e indica existir necessidade de alteração do calendário da prova.

Ele afirma que a crise do coronavírus coloca em risco os princípios, diretrizes e objetivos do exame.

As inscrições para o Enem abriram nesta segunda-feira (11).

A manifestação do ministro foi dada em uma representação feita pelos deputados Idilvan Alencar (PDT-CE) e Túlio Gadêlha (PDT-PE). Os parlamentares pediram a suspensão do cronograma.

Entre 19 países que têm exames de ingresso no ensino superior similares ao Enem, apenas 5 mantiveram o calendário de aplicação de provas. O Brasil é um deles.

O ministro do TCU (Tribunal de Contas da União) Augusto Nardes – Folhapress

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Funcionários do MEC afirmam que resultado do Enem não é 100% confiável

Ao identificar erros em notas do Enem 2019, o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) refez a conferência dos desempenhos dos participantes, mas não recalculou os parâmetros dos itens usados nas provas do exame. 

O procedimento traria maior segurança para os resultados, mas esse cálculo levaria mais tempo para ser concluído. O governo Bolsonaro preferiu abrir mão dessa análise para dar uma resposta rápida aos erros e manter o cronograma do Sisu (Sistema de Seleção Unificada).

Sem esse procedimento, funcionários do instituto e do MEC (Ministério da Educação) dizem, sob condição de anonimato, que não é possível ter 100% de confiança nos resultados.

Na avaliação de técnicos da pasta, o recálculo dos parâmetros poderia reduzir o erro padrão do exame e indicar variações nas notas —que provavelmente seriam pequenas, mas suficientes para alterar, por exemplo, a lista de aprovados em cursos concorridos. 

O ministro da Educação Abraham Weintraub durante entrevista coletiva em Brasília (17/01/2020) – Andre Coelho/Folhapress

A cúpula do instituto, entretanto, evita o retrabalho na base de dados com receio de novos questionamentos da nota. O entendimento é que isso só será feito caso haja determinação da Justiça, segundo relatos obtidos pela Folha.

Após comemorar o que seria o melhor Enem de todos os tempos, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, confirmou que milhares de notas haviam sido divulgadas com erros.

Candidatos que haviam feito a prova de uma cor tiveram suas provas corrigidas como se tivessem feito outra —segundo o Inep, 5.974 foram afetados com o problema e seus resultados, alterados.

A divulgação dos resultados do Sisu chegou a ser barrada na Justiça, mas o governo conseguiu reverter a decisão no STJ (Superior Tribunal de Justiça) nesta terça-feira (28).

O Enem adota um conjunto de modelos matemáticos chamado TRI (Teoria da Resposta ao Item). Para atender ao modelo, os itens da prova passam por pré-testes (a partir das respostas de um público similar ao que faz a prova, estabelece-se parâmetros dos itens, como os níveis de dificuldade).

Ocorre que nem todas as questões que caíram no Enem 2019 foram pré-testadas. Nota técnica do Inep, mencionada no recurso da AGU (Advocacia-Geral da União) levado ao STJ, indica que houve calibragem de itens na própria prova.

A adoção de itens não pré-testados já ocorreu em anos anteriores por causa da escassez de questões disponíveis, segundo servidores, mas essa informação nunca fora confirmada oficialmente.

Para lidar com itens não pre-testados, o Inep precisar realizar a calibragem a partir do desempenho real na prova. O órgão, então, seleciona uma amostra aleatória de participantes e, a partir dessas respostas, regula os parâmetros desses itens.

A amostra usada no Enem 2019 foi de 100 mil participantes e, somente depois disso, os parâmetros gerais da prova foram estipulados, e as notas dos alunos, calculadas. Além de ter itens novos na prova, os resultados de parte dos 5.974 participantes que estavam com as notas erradas por troca de gabarito fizeram parte dessa amostra.

Foram 83 casos na prova de Ciências da Natureza e 105 na de Matemática, segundo a própria nota técnica do Inep. Dessa forma, a calibração ocorrida na prova de itens não pré-testados contou com respostas erradas e isso causa preocupação em integrantes do Inep e do MEC.

As notas do Enem dependem não só do número de questões certas, mas também de quais foram assinaladas corretamente. A TRI identifica como um possível chute, por exemplo, o candidato que erra duas questões fáceis e acerta uma difícil —e isso tem impacto na sua pontuação.

Na nota técnica usada pela AGU, o órgão defende que “a proposta de selecionar nova amostra, recalibrar os itens e recalcular as proficiências [parâmetros], se apresentaria como medida inócua”.

O Inep menciona um estudo acadêmico que trata do tema e, com base neste estudo, argumenta que “a proporção de indivíduos com inconsistências encontradas na amostra não produziu efeitos significativos na estimação dos parâmetros dos itens frente ao tamanho da amostra”.

Ocimar Alavarse, professor da USP e especialista em avaliação educacional, diz que só é possível ter a real dimensão do problema se houver total transparência por parte do Inep e das escolhas feitas. 

“A melhor saída seria recalcular e fazer uma auditoria detalhada nas notas”, diz. “O argumento de que o problema foi pequeno não se justifica porque, quando se trata de um vestibular, a nota tem que corresponder exatamente.”

O professor Dalton Francisco de Andrade, professor do Departamento de Informática e Estatística da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), por sua vez, afirma que o processo de calibragem está adequado pelas informações oferecidas pelo Inep.

“Se esses participantes [que depois tiveram notas alteradas] não tivessem entrado na mostra, teriam incluído uma pessoa com o mesmo numero de acertos”, diz. “Esse processo não é afetado pelo fato de as 200 pessoas terem o gabarito lido errado.”

Não há informações de quantos itens novos (sem pré-teste) figuraram nas provas do Enem 2019. De acordo com um servidor do Inep, seriam ao menos 15 das 45 questões de cada prova.

Para chegar ao número de afetados, o Inep inicialmente identificou quatro casos com erros e fez cruzamentos em uma amostra de participantes que tinham divergências de notas parecidas com estes —casos com grande diferenças entre os resultados das provas do primeiro e segundo dia. 

O instituto então cruzou os gabaritos corretos e também as outras opções de cor para encontrar inconsistências. Após esse processo é que se chegou ao número final de 5.974 casos.

O governo recebeu 172 mil reclamações de notas. Participaram do Enem 2019 cerca de 3,9 milhões de estudantes.

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Bolsonaro diz que situação do Enem é ‘complicada’ e fala em sabotagem

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) reconheceu nesta terça-feira (28) que a situação do Enem está “complicada” e cogitou a possibilidade de que os erros no exame tenham sido provocados por uma sabotagem, mesmo sem apontar qualquer evidência.

“Está complicado, eu tenho conversado com ele [ministro do MEC, Abraham Weintraub] para ver o que está acontecendo. Se realmente foi uma falha nossa, se tem uma falha humana, sabotagem, seja lá o que for, temos que chegar no final de linha e apurar isso ai. Não pode acontecer isso. E nós sabemos que tudo está na mesa. Eu não quero me precipitar e dizer o que deve ter acontecido com Enem”, disse ao chegar ao Palácio da Alvorada. 

Esta foi a primeira vez que Bolsonaro falou sobre os problemas do Enem. 

Na semana passada, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, informou que notas do Enem foram divulgadas com erros. O motivo, segundo ele, foi uma falha na gráfica que passou a imprimir a prova no ano passado.

O Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) liberou na sexta-feira (17) os resultados individuais da última edição do exame. À noite, participantes começaram a relatar nas redes sociais estranhamento com as notas.

Em decorrência desses problemas e de uma decisão judicial suspendendo a divulgação dos resultados do Sisu (Sistema de Seleção Unificada), o MEC informou na segunda-feira (27) que vai suspender por tempo indeterminado a abertura das inscrições do Prouni, programa que oferta bolsas a estudantes em instituições privadas do ensino superior.

A educação é um tema caro ao seu governo já que ele fazia uma série de críticas a edições anteriores do exame. Bolsonaro inicialmente havia comemorado a primeira edição da prova antes que os erros nas notas fossem descobertos. 

O presidente desembarcou em Brasília na manhã desta terça depois de uma viagem de quatro dias à Índia, onde participou como convidado do Dia da República. 

Depois de mencionar espontaneamente a possibilidade de que tenha havido uma sabotagem, o presidente foi questionado por jornalistas se há uma linha de apuração nesse sentido. 

“Eu acho que todas as cartas estão na mesa. Não quer dizer que é isso, que vai [vou] querer se eximir talvez de uma responsabilidade que seja nossa. Não sou dessa linha, não. Eu quero é realmente apurar e chegar no final da linha para falar com propriedade. Se for nossa, assume. Se for do outro, comprova-se o que que houve”, respondeu. 

Ele disse não saber quais são as linhas de apuração das falhas do Enem porque estava “totalmente” dedicado à viagem à Índia nos últimos dias. 

O presidente foi ainda questionado sobre a situação de Weintraub. “Por enquanto continua [no Ministério da Educação]. Sempre eu falo por enquanto para todo mundo. O único que não é por enquanto é o [vice-presidente] Mourão, o resto é tudo por enquanto”, disse.

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MEC libera consulta de bolsas do Prouni, mas suspende inscrições até liberação do Sisu

O Ministério da Educação disponibilizou para consulta, nesta segunda-feira (27), as informações das 251.139 bolsas parciais e integrais para faculdades privadas por meio do Programa Universidade para Todos (Prouni).

consulta pode ser feita no site do Prouni, com base em três critérios: o curso, a instituição ou o município desejado.

O cronograma previa que as inscrições começassem nesta terça (28), mas o início foi adiado após problemas com as notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A Justiça Federal mandou o MEC revisar todas as notas, e suspendeu a divulgação dos resultados do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) – também prevista para esta terça.

Segundo o próprio ministério, a divulgação dos aprovados no Sisu é condição prévia para o início das inscrições do Prouni. Isto, para evitar que um estudante concorra às bolsas e, depois, descubra que conseguiu vaga numa instituição pública.

Até as 21h desta segunda, o MEC e a Advocacia-Geral da União (AGU) ainda tentavam reverter a decisão judicial. Com isso, não há prazo para a retomada desses processos.

Segundo o ministério, a decisão judicial e a paralisação do Sisu não afeta a consulta às bolsas, já que o procedimento seria “meramente informativo”. As inscrições, entretanto, seguem suspensas até o Sisu seja liberado.

“Os cronogramas definitivos dos programas de acesso à Educação Superior serão publicados após decisão final da justiça, tendo em vista que o resultado do Sisu é condição necessária para inscrição no Prouni e no Fies”, afirmou o MEC nesta segunda.

Enem contestado

AGU vai recorrer, de novo, contra suspensão da divulgação dos resultados do Sisu
AGU vai recorrer, de novo, contra suspensão da divulgação dos resultados do Sisu

Na semana passada, a Justiça Federal em São Paulo suspendeu o processo após as inscrições para concorrer a vagas em universidades públicas, que terminaram no domingo à noite. Na terça (28), o resultado do Sisu seria divulgado, criando condições para a abertura do Prouni desse semestre.

Na noite de domingo (26), a presidente do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3), desembargadora Therezinha Cazerta, rejeitou pedido da AGU para derrubar a decisão que suspendeu a divulgação do Sisu.

O recurso ao STJ será analisado pelo presidente da corte, ministro João Otávio de Noronha. O governo recorreu após pedir dados complementares ao Ministério da Educação sobre processos seletivo. Não há prazo para a decisão.

Prouni: como funciona

O Programa Universidade para Todos (Prouni) oferece bolsas de estudo parciais e integrais em universidades particulares.

Para participar, o candidato não pode ter diploma de ensino superior. Além disso, deve ter participado da última edição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2018 e tirado, no mínimo, média de 450 pontos na prova. Não é permitido ter zerado na redação.

Também é preciso se enquadrar em um dos seguintes critérios de renda:

  • Bolsas integrais: renda familiar bruta mensal per capita de até 1,5 salário mínimo
  • Bolsas parciais (50% da mensalidade coberta): renda familiar bruta mensal per capita de até 3 salários mínimos

Entre as exigências, o candidato deve ainda se encaixar em pelo menos uma das seguintes situações:

  • ter cursado o ensino médio em escola pública;
  • ter cursado o ensino médio em escola privada, desde que na condição de bolsista integral;
  • ter alguma deficiência;
  • ou ser professor do quadro permanente de uma escola pública (nesse caso, o critério de renda familiar não se aplica).

O sistema de seleção é aberto uma vez a cada semestre. Informatizado, seleciona os alunos de acordo com o desempenho no Enem. Após o candidato ser pré-aprovado, precisa comprovar seus dados pessoais na universidade em que foi aprovado. Só assim a vaga estará garantida.

g1


MEC nega nova falha no Sisu apesar de reclamações de candidatos

ministro da Educação, Abraham Weintraub, negou nesta sexta-feira que o Sisu (Sistema de Seleção Unificada) enfrente novas falhas. Estudantes inscritos no sistema têm se queixado nas redes sociais.

De acordo com os relatos, candidatos aparecem, por exemplo, como aptos nas suas duas opções de curso e, com isso, as notas de corte estariam sendo elevadas de modo exagerado.

O Sisu reúne as vagas em instituições públicas de ensino superior que escolhem seus alunos a partir da nota do Enem. As inscrições abriram na terça-feira (21) e seguem até domingo (26). 

A data final seria nesta sexta, mas o prazo foi estendido depois que o governo Bolsonaro divulgou milhares de notas com erros. 

O ministro da Educação Abraham Weintraub durante entrevista coletiva em Brasília sobre o Enem
O ministro da Educação Abraham Weintraub durante entrevista coletiva em Brasília sobre o Enem – André Coelho – 17.jan.2020/Folhapress

O sistema já registrou falhas e lentidão na terça-feira. Weintraub relacionou os erros ao grande número de inscritos —segundo o MEC, 1,5 milhão de pessoas já entraram no sistema.

O Sisu permite que os participantes façam duas opções de curso. A cada noite, o sistema roda os dados com as notas dos inscritos em cada curso e calcula uma nota de corte.

Dessa forma, o Sisu informa todos os dias, ao longo do período de inscrição, qual desempenho mínimo cada curso exige —sempre a partir do número de vagas e do volume de inscritos e até aquele momento. A confirmação do ingresso, portanto, só é informada após o fim do período de inscrições.

De acordo com os estudantes, o sistema tem considerado como classificados os mesmos candidatos nas duas opções. Assim, as notas de corte teriam disparado.  

“O Sisu está tendo muitos problemas, a gente fica meio desesperado, estudou o ano inteiro, faz uma prova e depois está essa bagunça”, diz a estudante Julia de Souza Machado, 18, que é de Minas Gerais.

Segundo Weintraub, “não está tendo problema nenhum no sistema”. O ministro publicou um vídeo nas redes sociais para falar sobre o assunto. 

Segundo ele, parte da divulgação de possíveis erros estaria sendo feita de “forma maldosa”, para assustar as pessoas. 

No vídeo, o ministro defende ser normal que o sistema relate a nota de corte das duas opções de curso. “Aumentou a disputa pela vaga, a nota vai sendo ajustada.”

O MEC estreou neste ano um novo site do Sisu. No dia que as inscrições foram abertas, candidatos receberam mensagens de que o prazo já havia sido encerrado.

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Justiça de SP impede divulgação de resultado do Sisu e pede que governo comprove correção de erro no Enem

A Defensoria Pública da União (DPU) anunciou na noite desta sexta-feira (24) que obteve uma liminar na Justiça Federal que obriga o governo a comprovar que as notas dos afetados por falha no Enem foram corrigidas e determina ainda que a edição do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) seja suspensa.

A decisão é da 8ª Vara Cível Federal de São Paulo e determina:

1 – Determina “aos réus que comprovem documentalmente que a revisão ex officio das notas das provas nas quais foram identificadas falhas foram consideradas para a readequação das notas de todos os candidatos no ENEM, em razão da teoria da resposta ao item, indicando-se quais eram os parâmetros antes e depois da revisão; e que todos os solicitantes de revisão tiveram seu pedido atendido, ainda que a nota não tenha sido alterada, e que foram adequadamente informados de tal decisão”.

2 – Determina que o MEC e o Inep devem “SUSPENDER o processo de seleção do SISU, a partir do dia seguinte ao término do prazo de inscrição, previsto no cronograma original do MEC, até posterior decisão judicial”.

De acordo com a assessoria da Defensoria Pública da União, o segundo aspecto da liminar impede que a divulgação dos resultados seja feita como previsto na segunda-feira (27).

Questionamentos judiciais

A atual edição da seleção de vagas em universidades públicas também é alvo de outros questionamentos judiciais.

O Ministério Público Federal (MPF) pediu nesta sexta-feira (24) à Justiça Federal que suspenda as inscrições do primeiro semestre de 2020 dos três programas de acesso ao ensino superior – Sistema de Seleção Unificada (Sisu), Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e Programa Universidade para Todos (Prouni).

O MPF informa ter solicitado que a suspensão seja aplicada até que seja feita uma auditoria no resultado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2019, sugerida por especialistas em avaliação educacional.

O comunicado diz que “é solicitado que o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) realize nova conferência dos gabaritos de todos os candidatos que compareceram ao Enem 2019, de forma a garantir a idoneidade, a correção do resultado do exame e a correspondência entre o gabarito utilizado e a prova realizada pelo candidato”.

Na segunda-feira (20), o presidente do Inep, Alexandre Lopes, disse que o erro nas notas do Enem 2019 já havia sido corrigido e que o problema afetou 5.974 estudantes. Eles representam 0,15% dos 3,9 milhões de inscritos que fizeram as provas em 3 e 10 de novembro. Uma falha já admitida pela gráfica Valid fez com que essas provas fossem associadas a gabaritos trocados.

A ação do MPF – coordenada pela Procuradoria Regional dos Diretos do Cidadão (PRDC) em Minas Gerais – pede ainda que seja apresentada resposta formal a todos os pedidos de revisão feitos pelos estudantes, com eventual correção da nota final.

Além disso, o MPF prevê ainda multa diária no valor de R$ 10 milhões caso as medidas não sejam cumpridas.

Questionamento judicial

Nesta quarta-feira (22), o MPF já tinha recomendado ao Ministério da Educação (MEC) que as inscrições do Sisu 2020 fossem suspensas e que o cronograma da seleção unificada fosse modificado.

Questionado pelo G1 sobre as recomendações o Ministério afirmou que “já prestou esclarecimentos ao Ministério Público Federal”.

Além dessa recomendação, o MEC chegou a ser acionado diretamente na Justiça. De acordo com levantamento feito pela Procuradoria-Geral Federal (PGF), órgão da Advocacia-Geral da União (AGU), foram identificadas quatro ações referentes ao Enem 2019 ajuizadas desde 17 de janeiro em Goiás, no Distrito Federal e no Maranhão.

Duas dessas ações são populares – ações ajuizadas por um conjunto de pessoas. Uma delas pede a suspensão e a outra pede a prorrogação do prazo do Sisu, além de revisão das notas do Enem.

As outras duas são: uma ação individual que pede esclarecimentos sobre o gabarito e um mandado de segurança pedindo nova correção e retificação da nota do Enem.

Erros nas notas do Enem

Na última sexta-feira (17), assim que as notas individuais do Enem 2019 foram divulgadas, começaram a aparecer nas redes sociais relatos de avaliações diferentes entre candidatos que tiveram o mesmo número de acertos ou notas próximas a zero mesmo com número alto de acertos.

No sábado (18), Weintraub e Alexandre Lopes afirmaram que houve falhas na correção das provas do segundo dia, o que atingia “um grupo muito pequeno”. No domingo (19), o Inep informou que estava revisando as notas dos dois dias de provas do Enem 2019.

Ao fim da revisão das notas, foram identificados problemas em 5.974 provas – 96,7% estavam concentrados em 4 cidades: Alagoinhas (BA); Viçosa (MG); Ituiutaba (MG) e Iturama (MG).

Em entrevista na segunda, o presidente do Inep, Alexandre Lopes, afirmou que o erro ocorreu na gráfica Valid Soluções S.A.

Lopes explicou que a gráfica imprime o caderno de questões do candidato, que é identificado com um código de barras do aluno. Depois, imprime o cartão de respostas (gabarito), que também tem um código. Outra máquina une estes dois documentos. O erro ocorreu nesta união e na geração do código de barras.

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MPF pede à Justiça suspensão do Sisu, Fies e Prouni por erros no Enem

O MPF (Ministério Público Federal) pediu à Justiça a suspensão das inscrições no Sisu (Sistema de Seleção Unificada) por causa dos erros na divulgação de notas do Enem.

A Procuradoria também pede que os calendários do Prouni (Programa Universidade para Todos) e do Fies (Financiamento Estudantil) sejam alterados –os dois programas também usam as notas do exame.

O MPF demanda que o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) realize nova conferência das notas dos candidatos. A ação foi apresentada nesta sexta-feira (24) à Justiça Federal em Minas Gerais, estado da maior parte dos candidatos com erros na correção da prova reconhecidos pelo governo.

Saída dos candidatos ao Enem 2019 da unidade da Uninove da Barra Funda em SP
Saída dos candidatos ao Enem 2019 da unidade da Uninove em SP após primeiro dia de prova – Rubens Cavallari – 3.nov.2019/Folhapress

Após comemorar o que seria a melhor edição da história do Enem, o ministro da Educação, Abraham Werintraub, informou sábado (18) que participantes receberam notas erradas. 

O MEC (Ministério da Educação) disse que o problema atingiu 5.974 participantes, que tiveram as notas alteradas. Mas 172 mil candidatos encaminharam mensagens ao Inep com queixas sobre o desempenho.

Caso sejam descumpridas as medidas, o MPF pede que seja aplicada uma multa diária no valor de R$ 10 milhões.

A Procuradoria-Geral Federal (PGF), órgão da Advocacia-Geral da União, atua em 18 processos relativos ao caso. Já houve duas liminares concedidas e três ações foram indeferidas. Esta, no entanto, é a primeira ação civil pública registrada.

O MPF já havia recomendado ao MEC a suspensão do Sisu.

A ação solicita medida de urgência diante dos danos irreversíveis que podem ser causados aos estudantes —visto que as inscrições para o Sisu foram iniciadas na terça-feira (21) e vão até domingo (26).

O MPF argumenta que o Inep, após identificar falhas, fez uma análise sem considerar todas as reclamações recebidas.

“Não se podendo olvidar que esse número poderia ser bem maior, já que expressivo número de candidatos encaminharam seus pedidos a despeito da inexistência de comunicação oficial, do curto prazo e de se tratar de situação ocorrida em final de semana”, diz o documento.

O Inep garante que todos os 3,9 milhões de participantes tiveram seus resultados revisados. 

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Governo Bolsonaro já responde a nove ações judiciais após erros no Enem

O governo do presidente Jair Bolsonaro já responde a nove ações judiciais após a divulgação de notas do Enem 2019 com erros. Ações pedem revisão da correção da prova e também suspensão do Sisu, sistema que seleciona alunos para universidades públicas a partir do desempenho no exame.

Após comemorar o que seria o melhor exame da história, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, confirmou no sábado (18) que milhares de participantes haviam recebidos notas com erros. 

Após divulgar o problema, a pasta recebeu 172 mil mensagens com reclamações sobre seus desempenhos. O Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) diz que a falha atingiu 5.974 candidatos, que tiveram os resultados alterados.

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, em entrevista coletiva sobre o Enem
O ministro da Educação, Abraham Weintraub, em entrevista coletiva sobre o Enem – André Coelho – 17.jan.2020/Folhapress

As ações foram ajuizadas em cinco unidades da federação, segundo a a Procuradoria-Geral Federal, órgão da AGU (Advocacia-Geral da União), que atua nesses casos.

No Distrito federal, há três ações. Dois mandados de segurança pedem a suspensão do Sisu e a revisão do processo de correção das notas. Também há uma ação popular com pedido de reabertura dos prazos para que estudantes possam pedir revisão de notas, além da prorrogação do Sisu.

O governo manteve a abertura do Sisu para terça-feira (21), mas estendeu o prazo de inscrições até domingo (26), dois dias além da previsão inicial.

Pedidos de mandados de segurança impetrados em Minas Gerais e no Pará pedem revisão da correção da prova. 

Uma ação individual em Goiás demanda a divulgação dos espelhos dos gabaritos preenchidos. No mesmo estado, outro mandado de segurança exige a retificação das notas e que seja aceita inscrição no Sisu após isso.

Ainda há uma ação popular no Maranhão em que também se pede a suspensão da abertura do Sisu.

As ações foram ajuizadas desde a última sexta-feira (17), data em que o governo liberou o acesso aos resultados. Desde esse dia participantes relatam nas redes sociais estranhamento com as notas.

Estudantes descontentes registraram ao menos 250 representações nas procuradorias da República pelo país. 

O MPF (Ministério Público Federal) recomendou ao governo Bolsonaro na quarta (22) a suspensão das inscrições do Sisu (Sistema de Seleção Unificada). O órgão pede conferência dos gabaritos de todos os candidatos.

O prazo para acatar a recomendação do MPF é de 24 horas. O descumprimento pode implicar a adoção de providências administrativas e judiciais cabíveis, segundo a procuradoria.

O Inep argumenta que, a partir dos erros identificados, revisou o resultado de todos os participantes. 

Contra a judicialização do Enem, o instituto organizou uma força-tarefa para lidar com processos e informou estar preparado para ações. O MEC informou que encaminhará os esclarecimentos solicitados pelo MPF. 

Por causa do modelo matemático adotado no Enem, as notas dos participantes dependem não apenas da quantidade de acertos, mas também de quais foram eles —quem erra questões fáceis e acerta difíceis pode, por exemplo, ter uma nota menor. 

O cálculo das notas leva em conta uma série de informações estatísticas. Dessa forma, o candidato não tem como calcular sua pontuação nem ter certeza se ela está correta.

No caso dos estudantes que o Inep já reconheceu terem recebido a nota errada, falhas na gráfica não identificaram a dissociação entre o candidato e a respectiva cor de sua prova. Assim, participantes que fizeram a prova de uma cor tiveram o gabarito corrigido como se fosse de outra.

A gráfica Valid passou a imprimir a prova desde o ano passado, mesmo sem ter experiência nesse tipo de serviço.

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MPF recebe queixas em série contra nota do Enem, e governo teme processos

A ameaça de uma onda de ações judiciais com questionamentos ao Enem 2019 preocupa a alta cúpula do MEC (Ministério da Educação). O motivo é a insatisfação de estudantes com a correção das provas.

governo Jair Bolsonaro até correu para dar respostas aos erros encontrados nas notas na avaliação deste ano. O problema, diz a gestão, está solucionado.

Procuradorias federais, porém, têm recebido uma enxurrada de representações de participantes. Eles contestam a solução dada pelo governo e pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais).

Essa movimentação dos estudantes coloca o ministério comandado por Abraham Weintraub e o órgão responsável pela aplicação do Enem em alerta.

O ministro da Educação Abraham Weintraub durante entrevista coletiva em Brasília sobre o Enem

O ministro da Educação Abraham Weintraub durante entrevista coletiva em Brasília sobre o Enem – André Coelho – 17.jan.2020/Folhapress

Dezenas de estudantes de ao menos cinco estados acionaram o MPF (Ministério Público Federal) em busca de medidas em relação a supostos problemas com suas notas do Enem 2019. 

O governo diz que os erros atingiram 5.974 participantes. Contudo, 172 mil queixas foram encaminhadas ao MEC. 

A gestão Bolsonaro manteve a abertura do Sisu(Sistema de Seleção Unificado) para esta terça-feira (21).

Há, no entanto, grande preocupação com liminares que possam interromper o processo por causa de questionamentos.

O sistema oferece 237 mil vagas em 128 instituições de ensino superior de todo o país. A seleção é feita com base na nota do Enem. 

Em Minas Gerais, o MPF havia recebido 80 representações. Os casos foram contabilizados até segunda-feira (20).

Ao MPF em São Paulo foram apresentadas 13 queixas. Desse total, 12 foram levadas ao órgão nesta terça. 

As Procuradorias de Rio Grande do Sul e Espírito Santo também analisam reclamações de alunos para definir se abrem procedimentos.

O MPF no Ceará já instaurou um procedimento nesta terça para apurar informações sobre erros. O caso ainda será distribuído para um procurador e foi provocado pela denúncia de uma estudante.

Ana Leticia da Silva Alves, 21, ingressou com a representação no sábado (18) após a confirmação do governo sobre as notas erradas. “O Inep tem de esclarecer muita coisa mesmo, e só o MPF para conseguir isso”, diz ela. 

A estudante tenta uma vaga em jornalismo na UFC (Universidade Federal do Ceará). Ela diz que sua nota na prova de Linguagens ficou muito baixa apesar da quantidade de acertos.

Segundo membros do MPF, há a possibilidade de os casos serem reunidos em uma única procuradoria.

Contra a judicialização do Enem, o Inep organizou uma força-tarefa para lidar com eventuais processos.

Em nota, o Inep afirmou que não foi notificado oficialmente sobre nenhum caso. “A autarquia já está preparada para manifestação em qualquer ação judicial que, por ventura, venha a existir”, afirmou o órgão.

A Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão do MPF encaminhou, na noite de segunda, um ofício ao MEC em que solicita a suspensão da abertura das inscrições do Sisu. O órgão deu 24 horas para que o pasta responda sobre os erros. 

A UNE (União Nacional dos Estudantes) e a Ubes (União Brasileira dos Estudantes Secundaristas) anunciaram que também vão acionar o MPF. 

Segundo o presidente da Ubes, Pedro Gorki, as entidades vão ingressar com três pedidos. 

As representações vão exigir indenização por danos morais aos estudantes afetados, auditoria nas investigações envolvendo os erros nas provas e apuração sobre possível responsabilização de Weintraub e do presidente do Inep, Alexandre Lopes.

“A gente acredita que há prejuízo irreparável com erros que não deveriam ter acontecido”, diz Gorki. “Existe uma responsabilidade com relação aos erros, seja pela negligência, pelas trocas no comando do Inep, e precisamos investigar isso seriamente”, afirma.

A DPU (Defensoria Pública da União) no Distrito Federal informou que a defensora regional de direitos humanos, Larissa Pereira, encaminharia nesta terça ofício para colher com o Inep informações sobre as provas que apresentaram erros, quais erros e em quais locais. 


“A partir do recebimento desses esclarecimentos”, diz nota do órgão, “a defensora terá condições de avaliar o que deve ser feito para que não haja prejuízo aos estudantes durante as inscrições no Sisu”.

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MEC erra em notas do Enem e diz que vai corrigir problema

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, informou neste sábado (18) que notas do Enem foram divulgadas com erros.

O Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) liberou na sexta-feira os resultados individuais da última edição do exame. Desde a noite de sexta participantes relatam nas redes sociais estranhamento com as notas.

Weintraub publicou vídeo na manhã deste sábado nas redes sociais em que assume a falha.

“Encontramos inconsistências na contabilização e correção da segunda prova do Enem”, disse ele.

O ministro disse que o impacto em número de candidatos foi pequeno, mas não detalhou os números.

“Um número muito pequeno de pessoas teve o gabarito trocado quando foi fechado os envelopes”.

Weintraub havia comemorado em diversas ocasiões que esta edição do exame, a primeira sob o governo Jair Bolsonaro, havia sido a melhor de todos os tempos por falhas não terem sido registradas.

O governo Bolsonaro promete corrigir as falhas até segunda-feira.

“Houve inconsistência no gabarito de algumas provas do Enem 2019 e, por isso, candidatos foram surpreendidos com os resultados de suas notas”, escreveu o ministro, na publicação do vídeo.

“O número é muito baixo. Até segunda-feira, dia 20, tudo será resolvido. Pedimos desculpas aos participantes do exame pelo transtorno.”

Uma entrevista coletiva foi chamada às pressas na manhã deste sábado. Weintraub e o presidente do Inep, Alexandre Lopes, devem dar detalhes sobre as falhas.

Quase 4 milhões de pessoas participaram do exame.

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Inep anula questão do Enem 2019 por causa de repetição

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) anunciou, na manhã desta terça-feira (19), a anulação de uma questão de ciências humanas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2019. Isso porque a pergunta já havia aparecido na prova do ano passado para candidatos com deficiência visual.

Segundo o instituto, graças à metodologia do Enem, a nota dos participantes não vai ser comprometida (leia o comunicado abaixo).

Correlação da questão anulada:

O Inep disse que a questão anulada não tem problemas no enunciado ou nas alternativas. A anulação deve-se ao fato de a pergunta constar do chamado Caderno de Questões Braille e Ledor no Enem 2018.

“O caderno Ledor é preparado para os aplicadores que atuam como ledores para os participantes que, por algum motivo, solicitam auxílio para a leitura da prova como recurso de acessibilidade”, diz o comunicado.

Esse atendimento a candidatos com deficiência pode fazer com que algumas questões do caderno de provas específicas sejam diferentes das perguntas apresentadas aos demais candidatos.

O Inep informa que adota essa opção quando é preciso substituir uma questão com recursos visuais – como os gráficos e as imagens –, já que o trabalho de descrição desses recursos tornaria a compreensão da pergunta pergunta difícil demais para os participantes com deficiência.

Esse é o segundo ano consecutivo em que uma questão do Enem é anulada por já ter aparecido em outra prova. No ano passado, uma questão da prova de matemática teve o mesmo fim, depois de professores do Curso Anglo, em São Paulo, terem identificado que ela já havia sido publicada em 2014 no vestibular da Universidade Federal do Paraná (UFPR).

Leia abaixo a nota na íntegra do Inep:

“O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) informa a anulação de uma questão da prova de Ciências Humanas e suas Tecnologias da aplicação regular do Enem 2019: questão 90 do Caderno Azul; questão 78 do Caderno Amarelo; questão 66 do Caderno Branco e questão 72 do Caderno Rosa.

O Inep identificou que a referida questão fez parte do Caderno de Questões Braile e Ledor da aplicação do Enem 2018 (questão 56 do Caderno Laranja). O caderno Ledor é preparado para os aplicadores que atuam como ledores para os participantes que, por algum motivo, solicitam auxílio para a leitura da prova como recurso de acessibilidade.

O cálculo estatístico da nota do Enem, de acordo com a metodologia da Teoria da Resposta ao Item (TRI), considera a combinação da coerência do padrão de resposta com o pressuposto da cumulatividade, e ainda, as características (parâmetros de complexidade) de cada item. Por isso, a anulação de um item, ou mesmo a aplicação de provas com itens diferentes, não compromete o processo de estimação da nota das participantes.

Respeitando a comparabilidade garantida pela TRI, as questões que compõem as provas acessíveis podem sofrer ligeira alteração comparadas à prova de aplicação regular devido às especificidades deste público. As provas do Caderno Braile e Ledor, por exemplo, contém a descrição de gráficos, imagens, esquemas e outros recursos visuais utilizados e questões que inviabilizam ou dificultam demasiadamente a compreensão por parte dos participantes com algum tipo de deficiência visual são substituídas”.

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Esforço e dedicação levam escola Boa União a bons resultados no Enem

Para a coordenadora de ensino da escola, professora Cláudia Valente, esses números e percentuais tendem a aumentar na medida em que as universidades começarem a fazer as segunda e terceira chamadas. A meta, segundo ela, é chegar no percentual do ano passado, quando cerca de 50% dos alunos foram aprovados em algum curso superior.

Pedagogia, História, Física e Geografia na Ufac, Direito na Faao e Odontologia na Uninorte estão entre os cursos para os quais os alunos foram aprovados. Na lista, até ex-alunos, como o Henrique Vieira, que já tinha sido aprovado em Física na Ufac em 2015 e frequentava as oficinas interativas. Foi aprovado novamente.

Como explica Cláudia Valente, a maioria dos alunos é “prata da casa”, pois já estudam na escola há muito tempo. É o caso de Adriene Carvalho, aprovada para o curso de Educação Física na Ufac. Está na escola desde o nono ano do ensino fundamental. E ela fez questão de elogiar o modelo de escola integral. “O ensino melhorou muito”, disse.

“Eu costumo dizer que esse modelo de escola (Integral) é uma nova cultura, uma nova identidade para o ensino médio porque trouxe muitas inovações, principalmente inovações proativas. É um modelo para quem realmente quer fazer um curso de nível superior”, afirmou a professora.

Além da Boa União, o governo do Acre, por meio da Secretaria de Educação, Cultura e Esportes (SEE), possui ensino integral em mais seis escolas da capital (Glória Perez, Humberto Soares, Instituto Lourenço Filho, Armando Nogueira, José Ribamar Batista e Sebastião Pedrosa) e três no interior (Djalma Batista, em Tarauacá, Craveiro Costa, em Cruzeiro do Sul e Kairala José Kairala, em Brasileia).

Maior nota da redação – O esforço e a dedicação da aluna Jennifer Jucá, que estuda na Boa União desde 2011  (ensino fundamental) a levaram a obter a maior nota da redação entre os alunos das escolas públicas do Acre. Nada menos do que 940 pontos, uma excelente média que possibilitou que fosse aprovada e chamada para cursar História na Ufac.

Assim como outros alunos que já haviam realizado o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e passado, Jennifer tinha sido aprovado para Letras, também na Ufac. Chegou a iniciar o curso, não gostou, passou a frequentar as oficinas proativas e agora vai “fazer o que gosta”, segundo ela mesmo.

Ela conta que com o modelo de escola integral, passou a estudar mais, adquirindo mais conhecimento. Desistir de História, para ela, está fora de cogitação. “Escrevo desde os 15 anos e agora estou muito feliz porque vou fazer o que realmente gosto”, destacou.

Superando dificuldades

A Escola Boa União está localizada no bairro de mesmo nome, na região da Baixada da Sobral. Isso, entretanto, não foi empecilho para o estudante Isaías Costa, que mora no Segundo Distrito da cidade. A aprovação o deixou muito feliz e também os seus pais, que torciam por ele.

“Eu acordava às 5h para ir para a escola, chegava muito exausto em casa, mas não me deixava abalar, continuei estudando e superei as dificuldades e isso foi muito gratificante para mim e para os meus pais, que esperavam por esse resultado”, fez questão de dizer.

Ele também é “prata da casa” e agora terá a oportunidade de estudar Física na Ufac. “Era o curso que eu queria fazer, me identifico muito com matemática e, além disso, tive também muita influência do professor, que é muito bom e nos incentivou muito”, acrescentou.

Inep divulga resultado do Enem

As notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) estão disponíveis na internet, na Página do Participante e no aplicativo oficial do Enem. Mais de 4,1 milhões de estudantes podem acessar o resultado individual em cada uma das provas: linguagens, ciências humanas, ciências da natureza, matemática e redação.

Para acessar os resultados individuais, é preciso usar a senha criada na hora da inscrição. Caso o participante não se lembre da senha, basta clicar no campo Esqueci minha senha. O estudante deverá, então, confirmar o e-mail cadastrado no sistema para receber uma senha temporária. Quem esqueceu a senha e também não tem acesso ao e-mail cadastrado tem a opção de informar novos contatos para receber a senha temporária.

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) divulgará no dia 18 de março o espelho da redação, ou seja, detalhes da correção dessa prova. Isso é feito após os processos seletivos dos programas federais. A correção tem função apenas pedagógica e não é possível interpor recurso.

A nota dos treineiros, aqueles que ainda não concluíram o ensino médio e fizeram a prova apenas para testar os conhecimentos, também será divulgada no dia 18 de março.

O Enem foi aplicado nos dias 4 e 11 de novembro de 2018. Desde o dia 14 de novembro, estão disponíveis as provas e os gabaritos oficiais. Também estão disponíveis vídeos com os enunciados e as opções de respostas da videoprova na Língua Brasileira de Sinais (Libras).

O que fazer com as notas?

Com os resultados, os estudantes poderão concorrer a vagas no ensino superior público pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu), a bolsas em instituições privadas, pelo Programa Universidade para Todos (ProUni), e participar do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

O primeiro processo que terá as inscrições abertas é o Sisu. Para participar é preciso fazer a inscrição online no período de 22 a 25 de janeiro. Os estudantes já podem consultar, na página do programa as vagas disponíveis. São mais de 235,4 mil, distribuídas em 129 universidades públicas de todo o país. As inscrições para o ProUni poderão ser feitas de 22 a 25 de janeiro e, para o Fies, de 5 a 12 de fevereiro.Além dos programas nacionais, os estudantes podem usar as notas para cursar o ensino superior em Portugal. O Inep tem convênio com 37 instituições portuguesas. A lista está disponível na página da autarquia. Segundo o Inep, atualmente mais de 1,2 mil brasileiros usaram o Enem para ingressar nessas instituições.

Resultado do Enem 2018 será divulgado nesta sexta-feira, 18

As irmãs Maria Clara Santos e Luiza Santos realizaram as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) no passado, e aguardam ansiosas pelo resultado oficial, que será divulgado na sexta-feira, 18, na Página do Participante na internet ou aplicativo oficial do Enem.

“Estou ansiosa para ver logo o resultado e ver quais são minhas chances de entrar para a faculdade” comenta Maria Clara. Já a estudante Luiza, diz que apesar da ansiedade, ela está confiante. “Estou confiante, fiz a prova com calma, não estava fácil, mas estou confiante”, afirma.

Segundo o Ministério da Educação (MEC), mais de 4,1 milhões de estudantes fizeram o exame em 2018. No Acre, foram 38 mil inscritos para fazer o exame.

De acordo com MEC, a nota do Enem é calculada usando a chamada teoria de resposta ao item (TRI), que não estabelece previamente um valor fixo para cada questão. O valor varia conforme o percentual de acertos e erros dos estudantes naquele item.

Desta forma, se a questão tiver grande número de acertos será considerada fácil e, por essa razão, valerá menos pontos. O estudante que acertar um item com alto índice de erros, por exemplo, ganhará mais pontos por ele.

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) ainda não tem uma data definida para divulgar o chamado espelho da redação, ou seja, detalhes da correção dessa prova.

Como usar a nota do Enem para conseguir uma vaga na Universidade

Para concorrer a uma vaga nas 129 universidades públicas do país, é preciso que candidato tenha participado da última edição do Exame e não tenha zerado em redação.

Os estudantes poderão concorrer a vagas no ensino superior público pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu), a bolsas em instituições privadas, pelo Programa Universidade para Todos (ProUni), e para participar do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

A Universidade Federal do Acre (Ufac) 1.825 vagas em cursos de graduação para ingressos de alunos no primeiro semestre letivo de 2019, através do SISU. As vagas são para os campus Rio Branco e Floresta em Cruzeiro do Sul.