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terça-feira, 7 de julho de 2026
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Suspeito de matar filho no AC diz à polícia que desentendimentos eram constantes

Pai é suspeito de matar filho de 19 anos com facada da coxa em Rio Branco — Foto: Reprodução/Facebook
Pai é suspeito de matar filho de 19 anos com facada da coxa em Rio Branco — Foto: Reprodução/Facebook

Após ser preso suspeito de matar o próprio filho, José Barbosa Bispo foi ouvido na Delegacia de Flagrantes (Defla), logo após ser localizado pela polícia e ter confessado o crime. À polícia ele informou que os desentendimentos com o filho eram constantes. Os dois moravam só e, após o crime, o homem foi levado para a audiência de custódia nesta segunda-feira (10).

Raimundo José Marque Bispo, de 19 anos, morreu na tarde deste domingo (9) após se atingido com uma facada na coxa desferida pelo próprio pai, no bairro Abraão Alab, em Rio Branco.

Depois de esfaquear o filho, o suspeito fugiu e se escondeu na casa da mãe dele, mas outros familiares o entregaram. A faca usada por ele no crime também foi entregue à polícia. O jovem morreu dentro da ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

O delegado Josemar Portes, que ouviu José Barbosa, informou ao G1 que ele estava alcoolizado e não detalhou sobre o motivo do desentendimento dos dois.

“Foi um desentendimento de convivência e o pai alegou que o filho era usuário de droga. Ele falou em desentendimento, mas estava alcoolizado também e isso vai ser melhor apurado, porque ontem foi apenas o flagrante”, informou o delegado.

Portes disse que os dois moravam sozinhos e não houve testemunhas do caso e que durante as investigações deve ser apurada como era a relação dos dois e o que teria motivado o crime.

“Foi para o Judiciário, que deve retornar para que sejam ouvidos os familiares, que, apesar de não ter ninguém no momento do fato, mas vai ter que aprofundar um pouco do convívio familiar deles como era, se havia, de fato, esse desentendimento rotineiro, se havia ameaças. Isso ainda vai ser melhor detalhado poque o senhor que era quem podia falar alguma coisa estava alcoolizado”, esclareceu o delegado.

O delegado geral de Policia Civil, Henrique Maciel, informou que, caso seja pedida a prisão preventiva do suspeito, a polícia tem um prazo de 10 dias para concluir o inquérito.

“E agora deve acontecer a audiência de custódia dele e a Justiça vai decidir se mantém ele preso ou vai liberar e o inquérito continua. Se a justiça expedir mandado de prisão preventiva, nós temos 10 dias para concluir o inquérito. Se ele for liberado na audiência, nós temos 30 dias para apurar as circunstâncias e motivação, apesar de que ele já foi ouvido e confessou”, concluiu. (G1 Acre)