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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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STF dá 15 dias para PGR analisar indiciamento de Daniel Vorcaro no caso Banco Master

A Procuradoria-Geral da República (PGR) terá 15 dias para se manifestar sobre o indiciamento de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, investigado em um esquema de fraudes contra o sistema financeiro nacional. A determinação foi feita pelo ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), em despacho publicado nesta quarta-feira (4).

Além de analisar o indiciamento realizado pela Polícia Federal (PF), a PGR deverá se posicionar sobre o pedido dos investigadores para prorrogar o inquérito por mais 60 dias.

Polícia Federal pede mais prazo para concluir investigação

Segundo informações mencionadas no despacho, os relatórios da Polícia Federal estão parcialmente concluídos. Os investigadores, porém, solicitaram prazo adicional para examinar laudos periciais que ainda estão em elaboração.

O trabalho é considerado necessário para verificar a materialidade dos fatos, reconstruir os fluxos financeiros e individualizar a possível participação de cada investigado, conforme justificativa apresentada pela PF.

Vorcaro foi indiciado na semana anterior no primeiro inquérito sobre as fraudes envolvendo o Banco Master. A investigação aponta operações que podem envolver valores estimados em R$ 40 bilhões.

O ex-banqueiro está preso desde março de 2026, segundo as informações divulgadas sobre o caso, e é investigado por suspeitas de crimes contra o sistema financeiro nacional. O indiciamento representa a conclusão da autoridade policial sobre a existência de indícios de envolvimento em crimes, mas não equivale a uma condenação.

Defesa de Vorcaro aciona órgão internacional

A defesa de Daniel Vorcaro também recorreu à Comissão Interamericana de Direitos Humanos, vinculada à Organização dos Estados Americanos (OEA), para apresentar denúncias de supostas violações de direitos durante a investigação e a prisão do ex-banqueiro.

Os advogados questionam a divulgação de mensagens extraídas do celular de Vorcaro e alegam que materiais sob a guarda do Estado foram vazados sem que a defesa tivesse condições adequadas de contestar sua utilização.

A equipe jurídica também aponta supostas falhas relacionadas à revisão periódica da prisão, à competência do STF para conduzir o caso e à ausência de mecanismos processuais que, na avaliação dos advogados, deveriam ter sido observados.

Entre os argumentos apresentados está a alegação de que Vorcaro permanece privado de liberdade sem acusação formal, além de questionamentos sobre a tramitação do processo em instância única.

Defesa pede liberdade com medidas cautelares

No pedido encaminhado ao órgão internacional, os advogados defendem o restabelecimento da liberdade de Vorcaro, mediante a aplicação de medidas cautelares, caso sejam consideradas necessárias.

A defesa afirma que o recurso representa a utilização de um mecanismo internacional de proteção de direitos humanos reconhecido pelo Brasil, e não uma iniciativa contra as instituições nacionais.

O encaminhamento à Comissão Interamericana não significa soltura automática. O pedido ainda precisa passar pela análise do órgão, e eventuais medidas ou recomendações não determinam, por si só, a libertação imediata do investigado.

Enquanto isso, a investigação conduzida pela Polícia Federal segue em andamento, aguardando a manifestação da PGR sobre o indiciamento e a solicitação de mais prazo para a conclusão das apurações.

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