Servidores do Pró-Saúde cobram regularização durante protesto em Rio Branco

Um grupo de servidores do Pró-saúde se reuniu em frente à Casa Civil, no Centro de Rio Branco, para cobrar a regularização jurídica dos concursados. Segundo os servidores, essa foi uma das promessas de campanha do governador Gladson Cameli.

Ao G1, a Secretaria de Comunicação falou que representantes da categoria foram recebidos pelo Ministério Público do Acre (MP-AC), Controladoria e Procuradoria Geral do Acre, chefia da Casa Civil, com a Secretaria de Saúde e da Fazenda.

Motorista do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Sandro de Oliveira, de 36 anos, contou que o grupo procurou o governador de forma pacífica para que seja cumprida a promessa feita durante a campanha eleitoral.

“Estamos pleiteando aqui é que se abra essa negociação, essa porta para que a gente venha expor todo estudo que foi feito pelo Sintesac, pelo setor jurídico, que há viabilidade jurídica e econômica, e queremos o cumprimento da palavra do governador. É isso que estamos tentando, estamos de forma pacífica e ordeira, amanhã haverá outra manifestação caso as negociações não avancem”, destacou.

Mais de mil em situação irregular

Porém, caso não haja uma sinalização positiva, Oliveira afirmou que a categoria deve paralisar as atividades nos próximos dias. Segundo ele, há aproximadamente mil servidores do Pró-Saúde aguardando a regularização.

“Vai causar um impacto muito grande, haja vista a situação da saúde em nosso estado. O governador declarou situação de emergência e se os servidores pararem vai virar um caos. Ficamos muito apreensivos porque sempre trabalhamos com essa pressão e medo de ser demitido. São pais de família que precisam do emprego. Torcemos, batalhamos e estamos nessa luta jurídica há três anos, o governo anterior não quis regularizar”, criticou.

Líria Moreno é técnica de laboratório e servidora do Pró-Saúde há oito anos. De acordo com ela, há uma nova previsão de demissões para o mês de março e os concursados precisam de um parecer que esclareça se vão ou não ser demitidos.

“A nossa situação é difícil porque a maioria das pessoas tem um vínculo só, poucas pessoas têm mais de um vínculo. Eu por exemplo só tenho esse, sou formada, tenho ensino superior estou terminando uma pós-graduação, mas o meu trabalho hoje no Pró-Saúde é como técnica de laboratório e não vejo nenhuma saída para mim», lamentou.