Luan Cesar
Servidores da Secretaria Municipal de Educação de Rio Branco (Seme) ocuparam a sede da Prefeitura da cidade em protesto por reajustes salariais conforme o Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR). O manifesto, realizado pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Acre (Sinteac), contou com a presença de dezenas de profissionais da área. Com apitos, cartazes e palavras de ordem, eles iniciaram a ação na Praça da Revolução e pediram as correções salariais.
De acordo com Rosana Nascimento, presidente do Sinteac, desde o início de 2019 a data-base da categoria não é reajustada conforme prevê a lei.
Ela explica que a medida é necessária para se adequar ao índice inflacionário dos dois últimos anos, o que não foi feito conforme a sindicalista, elevação do piso das carreiras relacionadas a área e a correção dos salários pagos às merendeiras, assistentes educacionais e assistentes que atuam em creches, que está abaixo do salário mínimo.
“Desde janeiro de 2019, época da nossa data-base, a gente tenta negociar o reajuste da categoria e a prefeita Socorro Neri não recebe o sindicato ou os trabalhadores desde que assumiu a gestão. Não há negociação da nossa pauta, houve somente com os gestores, que deve ser aprovada amanhã, deixando professores e funcionários sem um ganho. A gestora acha toda esta situação, aliada aos profissionais recebendo abaixo do mínimo, muito comum ou normal”, falou Rosana.
A sindicalista destacou que a postura adotada pelo Executivo Municipal demonstra falta de respeito com a classe. Ela lembrou que Rio Branco está entre as poucas cidades brasileiras com os índices da qualidade de ensino na Educação Básica como um dos melhores do país. “Mas não é porque eles são valorizados, mas sim escravizados. Se dedicam bastante para não ter nenhum reconhecimento por dar o máximo de sim. Eles dizem que neste clima não haverá negociações”.

Durante o ato, os manifestantes ocuparam o mesmo andar em que fica o Gabinete da prefeita Socrro Neri (PSB). Eles cobraram a presença da gestora e do secretário Municipal de Educação, Márcio Batista, no local, mas não foram atendidos.
A reportagem se dirigiu ao Gabinete da Prefeitura e solicitou contato com o responsável por administrar a Seme, porém foi informado de que ele não poderia atender por não estar no local e que outros setores deveriam ser procurados.
Entretanto, o setor recomendado pelos servidores do Gabinete afirmou que o assunto seria comentado pela Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Rio Branco (Ascom PMRB), que também foi procurada. Porém, nenhum posicionamento foi dado pela Ascom PMRB até o fechamento desta matéria. “A prefeita morre de medo de olhar no rosto dos trabalhadores e isso mostra uma ingratidão enorme com as pessoas que se dedicam para ensinar bem”, disse Rosana.



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