
Ela é aquela pessoa que faz o “fofurômetro” explodir, que por mais que o tempo passe, nunca deixa de ser carinhosa, atenciosa e completamente lúcida. Estamos falando daquela que pode ser a centenária mais querida de Boca do Acre: A “Senhorinha”, ou, formalmente falando, Maria Teixeira de Moura, que nasceu no dia 02 de fevereiro de 1917.
É isso mesmo. Senhorinha completou no dia de ontem, quinta-feira (2), 106 anos de idade. Uma de suas bisnetas, a bióloga Marcela Milena, falou ao Jornal Opinião sobre a bisavó, que do alto de sua idade longeva, goza de uma lucidez até incomum para o seu tempo de vida.
“Ela é única no mundo. Mesmo doente nunca deixou de cuidar da família toda. Ela se preocupa com todos, ama comer peixe e ama conversar”, disse a bióloga, exibindo grande orgulho da bisavó.
A bisneta disse se impressionar a cada vez que conversa com Senhorinha, e ouve dela as histórias que se passaram há cem anos, em Boca do Acre, descrevendo como era a cidade, relatando os fatos do passado com riqueza de detalhes.
Mesmo com 1006 anos de idade, Marcela conta que Senhorinha nunca foi traída pela memória. “Ela lembra as datas importantes, aniversários dos irmãos e parentes, ela recorda sempre histórias sobre as pescarias e a casa de farinha que ela tinha”.
No ano passado, Senhorinha foi acometida de um princípio de Acidente Vascular Cerebral (AVC), o que a deixou debilitada e limitada fisicamente. “Hoje ela não anda mais sozinha e está com um lado do corpo com movimentos comprometidos, mas continua muito lúcida e sempre esperançosa, exibindo sorriso no rosto de otimismo”, disse a bisneta.
Em 2020, Senhorinha virou notícia estadual, quando, aos 103 anos de idade, foi acometida pela Covid-19 e superou a doença. Na época, Senhorinha contou aos repórteres que não via a hora de ficar boa da saúde para poder comer torresmo, um de seus pratos preferidos.


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