Semana Nacional de Combate ao Aedes começou neste domingo

De 25 a 30 de novembro, municípios de todo o país vão realizar visitas domiciliares, mutirões de limpeza e distribuição de materiais informativos

Começou neste domingo,25, a Semana Nacional de Combate ao Aedes nos estados e municípios. A partir desta data até o dia 30 a população de todo o país está convocada para unir esforços no enfrentamento ao mosquito Aedes aegypti, transmissor das doenças dengue, zika e chikungunya. No total, 210 mil unidades públicas e privadas de todo o país estão sendo mobilizadas, sendo 146 mil escolas da rede básica, 11 mil Centros de Assistência Social e 53 mil Unidades Básicas de Saúde (UBS).

No Acre, a situação não está sob controle e há preocupação por conta da chegada das chuvas. Na segunda semana de novembro deste ano o Governo do Estado emitiu um alerta sobre o d aumento de casos da dengue na ordem de 173%, passando de 1.278 casos em 2017 para 3.491 em 2018. Para chikungunya, o aumento é de 95%, passando de 95 casos em 2017 para 186 em 2018. A incidência da doença é de 22,4 casos/100 mil habitantes.

A Prefeitura de Rio Branco, cidade onde a incidência cresce menos que nos demais municípios, lançou um movimento para acabar com mais de 170 terrenos baldios que servem de criadouros do mosquito em toda a cidade.

A Sala Nacional de Coordenação e Controle (SNCC) do Ministério da Saúde orientou estados e municípios a realizarem atividades para instruir as comunidades sobre a importância da prevenção e combate ao mosquito. Entre as atividades planejadas para a semana estão visitas domiciliares, distribuição de materiais informativos e educativos, murais, rodas de conversa com a comunidade, oficinas, teatros e gincanas.

A mobilização pretende mostrar que a união de todos, governo e população, é a melhor forma de derrotar o mosquito, principalmente nos meses de novembro a maio, considerados o período epidêmico para as doenças transmitidas pelo Aedes aegypti. Neste período, o calor e as chuvas são condições ideais para a sua proliferação.

O inverno amazônico é o período que requer maior atenção e intensificação dos esforços para não deixar o mosquito nascer. No caso da população, além dos cuidados, como não deixar água parada nos vasos de plantas, é possível verificar melhor as residências, apoiando o trabalho dos agentes de endemias. Esses profissionais utilizam técnicas simples e diferenciadas para vistoriar as casas, apartamentos e espaços abertos.

Dados nacionais apontam redução nas três doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, entre janeiro a novembro de 2018, em comparação com o mesmo período de 2017, porém, alguns estados apresentam aumento expressivo de casos de dengue, Zika ou chikungunya. Por isso, é necessário intensificar agora as ações de eliminação do foco do mosquito para evitar surtos e epidemias das três doenças no verão.