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“Semana do Meio Ambiente”, um convite à reflexão

*Leo Cesar Melo

Criada pela Organização das Nações Unidas em 1972, a “Semana do Meio Ambiente” entrou no nosso calendário oficial somente a partir de 1981. O objetivo da celebração, sempre na primeira semana de junho, é incluir a sociedade na discussão de pautas que tratem da preservação do patrimônio natural. Este ano, o tema escolhido pela ONU é “Recuperação dos Ecossistemas”.

O tema nos leva a refletir sobre o modo como exploramos os recursos naturais e como a indústria, em todos os seus segmentos, trata a degradação ambiental. Entender como a natureza funciona e adotar processos que estejam em equilíbrio com o meio ambiente é uma medida urgente. Ou seja, é preciso rever o quanto antes os processos produtivos e traçar um novo plano estratégico que seja sustentável.

O uso consciente de recursos deve estar no centro da mudança, dessa necessária transformação. Da forma como ainda se produz, os impactos ambientais são óbvios e amplamente reverberados, mas muitas companhias demonstram ainda ignorar as graves consequências do atual modelo de consumo, que consiste em extrair, produzir e descartar.

O foco deve ser gerar cada vez menos resíduos, implantando soluções de reaproveitamento do que antes era considerado lixo ou descartável, a chamada “Economia Circular”. Neste novo modelo, todos os elementos da cadeia produtiva são reutilizados, seja voltando à mesma linha de produção, seja na fabricação de novos produtos, tornando-se nutriente para um novo ciclo.

De acordo com um estudo recente da Accenture, empresa multinacional de consultoria de gestão, tecnologia da informação e outsourcing, a transição para uma economia circular poderia gerar até 4,5 trilhões de dólares para a economia mundial nos próximos 10 anos. Ao adotar essa estratégia, além de um alto potencial para promover novas oportunidades de negócio, as organizações também se enquadrariam em um novo aspecto de impacto ambiental e social.

Essa mudança para uma forma sustentável de fazer negócios, no entanto, exige das organizações esforço para redesenhar o modelo atual. Refletir e compreender a necessidade de adotar medidas mais eficazes e menos nocivas para o meio ambiente e, consequentemente, para os humanos, é fundamental. Somos parte de ecossistemas e temos por obrigação, pessoal e institucional, também cuidar deles.

* Leo Cesar Melo – CEO da Allonda, empresa de engenharia com atuação em soluções sustentáveis

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