
Conforme marcado, o Departamento Nacional de Infraestrutura e Transporte (DNIT), acompanhado da Polícia Rodoviária Federal, esteve reunido com as lideranças indígenas responsáveis pelo bloqueio da BR-317, dentro do território de Boca do Acre. O resultado que se esperava da conversa não aconteceu, ou seja, o impedimento permanece, com raríssimas exceções que podem transpor a barreira que foi montada dentro da segunda reserva indígena.
O representante do Dnit, que é responsável pelas rodovias federais do Sul do Amazonas falou que o órgão não terá dificuldade para colocar em prática o plano de pavimentação da BR-317, nos três trechos de barro, que compreendem duas reservas indígenas e os últimos dez quilômetros antes da divisa com o estado do Acre.
Ainda de acordo com a autarquia, há recursos para o asfaltamento. “Se tivesse o licenciamento ambiental pronto, a gente poderia começar asfaltar amanhã mesmo”, afirmou;
As conversas do Dnit com os líderes do movimento só não surtiram melhor efeito por conta da ausência de órgãos fundamentais como o IBAMA, que é responsável pelo licenciamento das obras e do Ministério Público Federal.
De acordo com o vereador Roderick Costa, que esteve no local do bloqueio, a barreira está mantida até a realização de uma audiência pública, que foi marcada para acontecer no próximo dia 12 de junho, que terá a presença de todas as instituições envolvidas para se discutir todos os detalhes.
No entanto, para quem esperava que a BR fosse liberada depois desse encontro, saiu frustrado, uma vez que os líderes do movimento não arredam o pé e irão permanecer com a barreira até a realização da audiência.
Segundo informações de quem estava no local, a contenção só será liberada a cada 48 horas, durante o tempo de apenas uma hora, para carros de pequeno porte, caminhões com carga perecível, ambulância e viaturas em serviço.


?>
?>
?>
?>
?>
?>
?>
?>
?>
?>
?>