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terça-feira, 7 de julho de 2026
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Segunda fase da Operação Cronos prende 15 no Acre e não encontra foragidos por feminicídio

Deflagrada na terça-feira, 15, no Distrito Federal e em mais 23 estados do Brasil, a segunda fase da Operação Cronos prendeu 15 pessoas no Acre condenadas pela Justiça por homicídio. Porém, a Polícia Civil, responsável por comandar as diligências e coordenar a ação do Conselho Nacional dos Chefes de Polícias Civis (Conpc) em parceria com o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJ) no estado, não conseguiu efetuar a prisão de dois foragidos acusados de cometerem feminicídio.

De acordo com o Conpc e MJ, a megaoperação foi feita simultaneamente em quase todo país para capturar foragidos da Justiça pelos crimes de homicídio e feminicídio. No Acre, a Polícia Civil cumpriu os 15 mandados de prisão nas cidades de Rio Branco e Senador Guiomard, no interior do estado. Executada pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), a ação também cumpriu mandado contra ArlysKelby de Oliveira, que foi preso semana passada pelo caso de decapitação.

Oliveira é um dos acusados de terem participado da morte do jovem Raimundo Lacerda do Nascimento, de 23 anos, que foi assassinado por decapitação e teve o assassinato gravado em vídeo divulgado em grupos de um aplicativo de mensagens. Segundo o delegado Cristiano Bastos, titular da DHPP, o suspeito está preso por um outro crime e na operação foi preso por homicídio, cujo mandado de prisão preventiva foi cumprido no presídio Francisco d’Oliveira Conde (FOC).

“Também foram expedidos mandados por feminicídio, mas as buscas feitas pela Polícia Civil não localizaram os suspeitos. Informações colhidas durante as diligências apontam que um dos acusados está fora do Acre, inclusive entramos em contato com a Polícia Civil do estado em que ele pode estar para dar cumprimento ao mandado. O outro, acusado de matar uma mulher na zona rural de Rio Branco, ainda está foragido e nós estamos sem saber da localização dele”, comentou Bastos.

O delegado explicou que o Grupo de Capturas da Polícia Civil auxiliou da DHPP no cumprimento das diligências expedidas pela Justiça. Segundo ele, além de homicídio e feminicídio a Operação Cronos II também abrangeu a prisão de suspeitos de cometeram outros tipos de crimes no Acre. “Foram prisões preventivas e temporárias de pessoas já identificadas como autores de crimes. São inquéritos cumpridos nos últimos dias cuja a maioria já foi encerrado ou está em encerramento”.

Dados do Conselho Nacional dos Chefes de Polícias Civis mostram que no Brasil a Operação Cronos II cumpriu 307 mandados de prisão – 285 deles por homicídio e os outros 22 por feminicídio. Além disso, cerca de sete adolescentes foram apreendidos em diversos estados. A estimativa do Conselho é de que cerca de 500 suspeitos estejam foragidos em todo Brasil. O nome da ação faz referência à supressão do tempo de vida da vítima, reduzido pelos autores dos crimes.