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sexta-feira, 19 de junho de 2026
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Secretaria de Saúde realiza plano de ação preventiva na fronteira

O Ministério da Saúde e Esportes da Bolívia publicou um boletim informativo que confirmou que até o último sábado (12) foram registrados 779 casos de coqueluche em todo o país, em decorrência disso o Estado do Acre decretou situação de alerta para os municípios acreanos que fazem fronteira com a Bolívia.

A coqueluche é uma doença respiratória infecciosa transmissível causada pela bactéria Bordetella pertussis, que compromete os aparelhos respiratórios (traqueia e brônquios), e provoca uma tosse seca e persistente acompanhada de febre, mal estar e coriza, podendo ser transmitida através do contato com uma pessoa infectada por meio da inalação de gotículas da bactéria liberadas quando a pessoa tosse, espirra ou fala.

A doença é mais comum de ser transmitida para crianças com menos de 6 meses, mas também em crianças, adolescentes e adultos que não têm sistema vacinal completo.

O departamento de Santa Cruz, na Bolívia, registrou 739 casos confirmados da doença, e mais 42 casos em Beni, dentre os quais 487 casos da doença em crianças menores de cinco anos, e 292 casos em pessoas acima dessa faixa etária, registrando oito mortes em decorrência da doença.

A Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre), adotou medidas de ação preventiva, por meio da Vigilância de Saúde, que visa evitar possíveis surtos da doença no Estado do Acre, que possuem municípios que fazem fronteira com a Bolívia, com o intuito de preparar os profissionais da saúde para poderem lidar com os possíveis casos de coqueluche.

Mesmo que não haja ainda casos suspeitos das doenças no Estado, medidas de prevenção como a busca de pessoas que possuem sintomas das doenças, e a intensificação da fiscalização da situação vacinal da população estão sendo tomadas nos Municípios de Brasileia e Epitaciolândia.

Os sintomas da doença são tosse seca e contínua, podendo ser seguidos de nariz escorrendo e vômitos após inspirações; caso esses sintomas sejam manifestados, o paciente deve procurar um médico clínico geral para confirmar, e tratar a doença, e, assim, evitar que ela cause complicações como pneumonia, desidratação, alterações cerebrais, e, possivelmente, morte em casos mais graves.