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quinta-feira, 2 de julho de 2026
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Rússia lança maior ataque do ano contra Kyiv e deixa ao menos 17 mortos

A Rússia realizou, na madrugada desta quinta-feira (2), um dos maiores bombardeios contra a capital da Ucrânia desde o início da guerra. A ofensiva atingiu Kyiv com quase 500 drones e dezenas de mísseis, deixando ao menos 17 mortos e mais de 90 feridos, segundo autoridades ucranianas.

As explosões foram registradas em diversos pontos da cidade durante horas. Entre os locais atingidos está um edifício residencial de nove andares, que desabou parcialmente. Equipes de resgate seguem mobilizadas na busca por sobreviventes entre os escombros.

Quase 500 drones e 74 mísseis foram lançados

De acordo com a Força Aérea da Ucrânia, a ofensiva envolveu o lançamento de 496 drones e 74 mísseis, tornando-se uma das maiores operações aéreas russas desde o início do conflito.

Embora os sistemas de defesa tenham interceptado grande parte dos projéteis, as autoridades informaram que 25 mísseis balísticos e 12 drones conseguiram atingir 33 pontos diferentes, principalmente na capital.

O Ministério da Defesa da Rússia afirmou que os alvos da operação eram instalações militares, aeroportos e estruturas ligadas ao setor energético. Moscou declarou que o ataque foi uma resposta às ações promovidas pela Ucrânia contra infraestrutura civil em território russo.

Capital decreta luto após destruição

Em razão da gravidade dos ataques, o prefeito de Kyiv, Vitali Klitschko, decretou luto oficial na cidade. Os bombardeios deixaram danos em praticamente toda a capital, que abriga cerca de 3 milhões de habitantes.

Durante a madrugada, milhares de moradores buscaram abrigo em estações de metrô e refúgios antiaéreos enquanto explosões eram ouvidas em diferentes bairros. As operações de resgate continuam nos edifícios atingidos.

Zelensky pede reforço na defesa aérea

Após os ataques, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, voltou a solicitar aos países aliados o envio de novos sistemas de defesa aérea para reforçar a proteção do território ucraniano.

A chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, informou que pretende apresentar novas sanções contra empresas e organizações que apoiam a indústria militar da Rússia.

Alemanha critica postura da Rússia

O Ministério das Relações Exteriores da Alemanha condenou o bombardeio e afirmou que o presidente russo, Vladimir Putin, continua sem demonstrar disposição para negociar o encerramento da guerra.

A manifestação ocorre após Zelensky voltar a defender conversas diretas com o líder russo para buscar uma solução diplomática para o conflito. Segundo o governo alemão, a proposta foi rejeitada pelo Kremlin.

O apoio militar à Ucrânia deverá ser um dos principais temas da próxima reunião da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), prevista para acontecer na próxima semana em Ancara, na Turquia.