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quarta-feira, 1 de julho de 2026
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Rodrigo Forneck apresenta recomendações básicas de acolhimento aos índios venezuelanos refugiados no Acre


ELIS CAETANO


Desde 2013, a Venezuela vem passando por inúmeros problemas socioeconômicos e políticos, após Maduro alcançar o poder. Cerca de 16% da população já deixou o país, sendo 4,6 milhões de venezuelanos fugindo da crise. A Agência de Refugiados das Nações Unidas estima que esse número possa chegar a 6,5 milhões até esse ano.


No Estado do Acre em 2019, chegou a ser registrado mais de 80 imigrantes que deram entrada pela fronteira. Na manhã de ontem, 4, o vereador Rodrigo Forneck trouxe uma recomendação conjunta para ser apresentada e discutida durante a sessão na Câmara Municipal de Rio Branco.


A recomendação foi feita no dia 19 de dezembro de 2019, com o objetivo de notificar sem obrigação a Prefeitura Municipal de Rio Branco e o Estado do Acre, tratando das condições nas quais essas pessoas que chegam e permanecem aqui. “A gente vê situações adversas a eles. A condição em que os imigrantes estão passando por aqui é muito difícil.”, disse o parlamentar, que se sensibilizou ao ver vários noticiários sobre a doação de alimentos levados a um abrigo que recebe os refugiados. Após os detentos do presídio Francisco d’Oliveira Conde declararem greve de fome um grupo de policiais entregaram os donativos no mesmo espaço.


Afirmou ainda que o não cumprimento das normas descritas pode acarretar mais desdobramentos, e dentre as recomendações, se exige o mínimo para uma condição de vida humana, que seriam abrigos emergenciais provisórios e atendimento básico de saúde na rede de urgência e emergência.


Segundo o parlamentar, a secretária municipal de saúde já teve um ofício circular orientando qual atendimento pode ser fornecido na atenção básica aos imigrantes e medidas para inserir as crianças e adolescentes nas escolas.


Rodrigo Forneck também criticou o silêncio por parte do poder público no modo geral e fez referência a Diocese de Rio Branco, parabenizando o bispo Dom Joaquín Pertíñez Fernández pelo trabalho que tem sido realizado em acolher e cuidar dos venezuelanos. “A gente tá vendo um ambiente onde o Estado brasileiro não está querendo estender de fato a mão, como ele já disse que faria em outros momentos, quando assinou o tratado internacional a respeito do tema.”