A cidade de Rio Branco, no Acre, enfrenta uma das piores crises de qualidade do ar já registradas. De acordo com dados da plataforma IQAir, uma iniciativa conjunta da Organização das Nações Unidas (ONU) e do Greenpeace, a capital acreana atingiu nesta segunda-feira (26) um índice de 871, classificado como “perigoso” para a saúde.
Atualizado às 9h, o registro coloca Rio Branco no topo do ranking das cidades mais poluídas do país, com o ar quase 102,4 vezes mais poluído do que o considerado seguro pelos padrões internacionais de monitoramento ambiental.

O principal fator para essa degradação extrema da qualidade do ar é a alta concentração de partículas finas (PM2,5), que chegaram a impressionantes 511,8 µg/m³. Esse número é 102,4 vezes superior ao limite anual recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), expondo a população a sérios riscos de saúde, como agravamento de doenças respiratórias e cardiovasculares, além de aumentar a vulnerabilidade de idosos, crianças e pessoas com condições preexistentes.

Rio Branco não apenas lidera o ranking nacional, mas também ultrapassou capitais da região Norte, como Porto Velho, em Rondônia, que registrou um índice de poluição de 217.


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