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sexta-feira, 14 de agosto de 2026
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Rio Branco é a segunda capital mais cara do país, aponta pesquisa do IBGE

De acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e divulgado na terça-feira, 12, a capital acreana registrou o segundo maior percentual inflacionário do Brasil, encerrando o ano de 2020 com alta de 1,37% no preço de mercadorias e produtos, e crescimento acumulativo de 6,12%.

Do ranking de cidades com o custo de vida mais caro do país, Rio Branco só ficou de Campo Grande, capital do Mato Grosso do Sul, que teve uma inflamação acumulativa no ano passado, de 7,96%.

Em todo o Brasil, segundo análise do Instituto, o IPCA de dezembro de 2020 subiu 1,35%, 0,46 ponto percentual (p. p.) acima dos 0,89% de novembro, sendo a maior variação mensal dos últimos dezessete anos (1,57%), e o maior dos últimos 18 anos (2,10%).

Em 2019, a variação havia sido de 1,15% (com maior impacto no grupo Habitação), assim como em dezembro do ano passado, com variação de 2,88%. A variação entre os grupos de Alimentação e Bebida, foi de 14,09% e o maior impacto (2,73 p. p.) sobre o IPCA acumulado do ano. Transporte teve variação de 1,36%. Outros grupos mencionados foram Artigos de residência, variação de 1,76% e Comunicação, com 0,39%.

No grupo de Habitação a aceleração ocorreu principalmente pela alta da energia elétrica, que foi de 9,34%. Após 10 meses consecutivos de vigência da bandeira tarifária verde (em que não há cobrança adicional na conta de luz), passou a vigorar no final de 2020, a bandeira vermelha, com acréscimo de R$ 6,243 a cada 100 quilowatts-hora consumidos. Com a mudança de bandeira, em Rio Branco, o reajuste foi de 6,58%.

O IBGE calcula desde 1980 o IPCA. A análise é feita tendo como base o rendimento monetário das famílias (de 1 a 40 salários mínimos, qualquer que seja a fonte, e abrange dez regiões metropolitanas, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e Brasília. O cálculo do instituto é feito por meio de comparações de preços coletados entre 28 de novembro e 29 de dezembro de 2020 com os vigentes entre 28 de outubro e 27 de novembro do mesmo ano. (Fonte: IBGE)