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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Rio Branco celebra Dia dos Geoglifos com programação cultural e científica

Evento promovido pela Prefeitura reúne pesquisadores, estudantes e comunidade para valorizar um dos maiores patrimônios arqueológicos do Acre.

Sob a densa vegetação amazônica, permanecem preservados vestígios de uma civilização que habitou o sudoeste da Amazônia há milhares de anos. Desenhados na terra em formas geométricas, os geoglifos do Acre colocam o estado como referência em pesquisas arqueológicas.

Atualmente, cerca de 1.200 sítios arqueológicos desse tipo estão registrados no estado, sendo 81 deles em Rio Branco, reforçando a importância da capital na preservação desse patrimônio histórico e cultural.

A Prefeitura de Rio Branco, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Turismo, Tecnologia e Inovação (SDTI), abriu nesta sexta-feira (26) a programação do Dia dos Geoglifos no Horto Florestal. A abertura contou com a participação da primeira-dama Roberta Lins, representando o prefeito Alysson Bestene.

A programação segue durante o fim de semana, com trilhas interpretativas, palestras, debates e exposição de peças arqueológicas, aproximando o público da história dos povos originários que construíram os geoglifos.

O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Turismo, Tecnologia e Inovação, coronel Bino, afirmou que a iniciativa deve se tornar parte fixa do calendário da cidade.

“A partir de 2026, teremos a Semana em homenagem aos geoglifos, porque é um patrimônio nosso e uma singularidade do Acre”, disse.

Segundo ele, o objetivo é ampliar o conhecimento da população sobre esse patrimônio e fortalecer o potencial turístico da região.

O pesquisador da Universidade Federal do Pará (UFPA), Rhuan Carlos Lopes, destacou a importância da divulgação científica.

“Essas datas ajudam a aproximar a população da ciência e fortalecem a preservação desse patrimônio”, afirmou.

As pesquisas ajudam a compreender como os geoglifos foram construídos e seu significado para os povos indígenas que habitaram a Amazônia.

A superintendente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) no Acre, Antônia Barbosa, destacou o valor da iniciativa.

“Queremos que a população conheça e se aproprie desse patrimônio histórico e cultural”, disse.

A programação reforça o compromisso de Rio Branco com a preservação dos geoglifos e a valorização da história amazônica.

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