Reforma administrativa de Bocalom vai custar R$ 15 milhões; projeto é criticado por Emerson Jarude

O projeto prevê a criação 150 cargos comissionados, além de cargos de secretário adjunto e assessorias especiais

O prefeito Tião Bocalom (PP) enviou uma proposta de reforma administrativa à Câmara de Vereadores, que prevê a criação 150 cargos comissionados, além de cargos de secretário adjunto e assessorias especiais. A proposta vai custar R$ 15 milhões anualmente aos cofres públicos.

Para o vereador Emerson Jarude (MDB), a proposta é descabida. “O transporte coletivo em colapso, a saúde municipal em estado de emergência e essa é a solução proposta pelo prefeito? Mais cargos, mais gastos e mais indicações feitas sem critério técnico?”, indagou o parlamentar.

Jarude não vai votar a favor do projeto (Foto: Ascom Jarude)

A proposta de Bocalom reformula a reforma administrativa feita pela ex-prefeita Socorro Neri (PSB), em 2019, que enxugou a máquina pública municipal. Além de criar cargos comissionados com salário de até R$ 9,1 mil, o prefeito busca implantar dois cargos de assessor especial, os quais ficarão ligados diretamente a ele e, por consequência, receberão salários iguais aos dos secretários, o que atualmente soma, sem descontos, R$ 9,2 mil.

“A expansão das atividades e serviços, aqui propostos, estão em desafino com o atual quadro de pessoal, de modo que, atualmente, a carência de servidores inviabilizará o exercício da função deste Poder e, por consequência, a qualidade da prestação administrativa’, justifica o prefeito em mensagem governamental enviada à Câmara Municipal de Rio Branco.

Em suas redes sociais, o vereador Emerson Jarude criticou o planejamento da gestão e a falta de compromisso com os problemas enfrentados pela população.

“Falta preparo e planejamento. São R$ 15 milhões que poderiam ser investidos em áreas que necessitam de soluções emergencialmente. Criar mais cargos, sobrecarregar a máquina pública e ter por mera finalidade atender a interesses políticos é brincar com a cara do contribuinte”, disse o parlamentar.