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domingo, 5 de julho de 2026
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Quem são os policiais mortos na megaoperação do Rio de Janeiro

Dois policiais civis morreram durante a megaoperação deflagrada nesta terça-feira (28) no Rio de Janeiro, que mobilizou 2,5 mil agentes das forças de segurança em uma ofensiva contra o Comando Vermelho (CV). A ação, considerada a maior dos últimos 15 anos no estado, resultou em 64 mortes confirmadas.

As vítimas foram identificadas como Marcus Vinicius Cardoso de Carvalho, de 51 anos, conhecido como Máskara, chefe da 53ª DP (Mesquita), e Rodrigo Velloso Cabral, de 34 anos, investigador da 39ª DP (Pavuna). Ambos morreram em confronto nos complexos do Alemão e da Penha, na zona norte da capital fluminense.

De acordo com a Polícia Civil, outros agentes da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), tropa de elite da corporação, ficaram feridos nos intensos confrontos. Até a última atualização, 56 suspeitos haviam sido mortos, além dos dois policiais e quatro moradores.

A operação, chamada de “Operação Contenção”, teve como objetivo cumprir 51 mandados de prisão contra integrantes do tráfico que atuam nos complexos do Alemão e da Penha. O Gaeco (Ministério Público do Rio de Janeiro) denunciou 67 pessoas por associação para o tráfico e três por tortura, no âmbito da investigação que originou a ação.

Segundo o governador Cláudio Castro, esta foi a maior operação dos últimos 15 anos, planejada para ocorrer em áreas de mata, com o intuito de reduzir riscos à população civil. Ele afirmou que o foco é “enfraquecer as bases de expansão do Comando Vermelho e recuperar territórios dominados pela facção”.