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quarta-feira, 1 de julho de 2026
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Protesto contra a privatização do Depasa reúne trabalhadores no Centro de Rio Branco

Trabalhadores se reuniram na quarta-feira, 11, em um protesto realizado na Praça da Revolução, no Centro de Rio Branco, contra a privatização do Departamento Estadual de Pavimentação e Saneamento (Depasa). Eles alegam que o Executivo estadual pretende passar a autarquia para a iniciativa privada e que a proposta está sendo elaborada pela equipe do governo para ser encaminhada à Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) como Projeto de Lei (PL) para votação.

Presidente do Sindicato dos Urbanitários do Acre, Marcelo Jucá, afirmou que a privatização do órgão gerará a demissão de cerca de 400 trabalhadores. “Somos contrários porque não dá para aceitar serviços essenciais serem passados à iniciativa privada. Tivemos um exemplo na prática com a privatização da Eletroacre. Por esse motivo que estamos aqui, contrários à privatização do saneamento e da água. Não podemos tratar a água como mercadoria”, declarou o líder sindical.

Jucá afirmou que o governo não mantém diálogo com a população sobre a possível privatização. Ele enfatizou que é necessária a realização de audiências públicas e consultas a população acreana nas comunidades de todos os 22 municípios do Estado. “Precisamos fazer o debate, não fizeram sequer uma audiência pública. Queremos um serviço de qualidade e acessível para todos. Não dá para dizer que o caminho é a privatização sem mostrar estudo e sem debater”, disse o sindicalista.

Em entrevista concedida ao portal de notícias G1 Acre, o diretor de obras do Depasa, Jamerson Lima, afirmou que a ideia do Executivo não é privatizar a autarquia, mas sim realizar uma subconcessão do sistema para a iniciativa privada. “Não é privatização. O Depasa não vai deixar de existir, os servidores não vão ser demitidos, inclusive, é o Depasa que fiscalizará a atuação da empresa que vai chegar para operar os sistemas de grande porte. É uma parceria”, enfatizou ele.

De acordo com o diretor de obras, a parceria funcionará com o capital externo realizando investimentos financeiros para melhorar o sistema de abastecimento e tratamento. Ele explicou que o novo modelo proposto não será aplicado em todas as cidades do Estado, mas somente nos Municípios de maior porte e com concentração mais elevada no número de habitantes. Segundo ele, a previsão é que o edital de licitação para empresas interessadas seja lançado em julho de 2020.