Várias propriedades rurais do Acre “ganharam” entre 1% e 15% de área com o novo Código Florestal, implementado há cinco anos. Estas áreas se concentram em grande parte na região chamada Ponta do Abunã, na divisa com Rondônia e Amazonas, e na fronteira com a Bolívia –exatamente as zonas mais desmatadas do Acre e onde se concentram as grandes fazendas de pecuária.
Esses cálculos podem ser avaliados no mapa produzido pelos pesquisadores do Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora) e da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq-USP). Essas informações surgiram a partir do Cadastro Ambiental Rural. O CAR é um instrumento criado na nova lei, que estabelece que todos os proprietários de terra têm de registrar seus imóveis, revelando quanto da área é ocupado pela produção e quanto é preservado em Reserva Legal (RL) e Área de Preservação Permanente (APP), como nascentes e margens de rio.
Em nível nacional, o setor produtivo ganhou pelo menos 41 milhões de hectares quando foi modificada a principal lei que rege a proteção da natureza em áreas privadas, o Código Florestal.


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