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sexta-feira, 31 de julho de 2026
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Promotor do MPAC admite pagamento por sexo, mas nega envolvimento com facção criminosa

O promotor Tales Tranin, do Ministério Público do Acre (MPAC), negou nesta sexta-feira (13) qualquer envolvimento com facções criminosas, em coletiva de imprensa convocada para rebater acusações vazadas que ligam seu nome a organizações do crime. Ao lado de seu advogado, Erik Venâncio, Tranin admitiu ter mantido relações sexuais com monitorados do sistema prisional, mas enfatizou que os encontros ocorreram fora das instalações dos presídios e foram mediante pagamento, sem qualquer favorecimento.

As denúncias, que emergiram após o vazamento de trechos de um processo sigiloso, incluem também a acusação de que Tranin teria emprestado seu carro para um assalto, fato que a defesa classificou como um “mal-entendido”. O advogado declarou que o promotor marcou um encontro com um rapaz, e a situação foi equivocadamente interpretada como uma tentativa de assalto.

Durante a coletiva, Tranin chamou o vazamento das informações de “criminoso” e acusou a imprensa de espalhar fake news. “Estão assassinando minha honra por causa da minha orientação sexual”, afirmou. Ele também destacou que, até o momento, não há nenhuma condenação ou ação penal contra ele.

A defesa reforçou que o promotor sempre agiu dentro da legalidade nos processos em que se envolveu e que as relações com os monitorados em questão não interferiram em sua atuação profissional. “Em vários casos, ele pediu a prisão ou a regressão de regime dessas mesmas pessoas”, disse o advogado, negando qualquer tipo de favorecimento.

O caso, que segue em sigilo, está sob investigação do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).