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domingo, 14 de junho de 2026
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Projeto Juntos pela Transformação de Djamila Ribeiro: tem a participação da Artista Camila Cabeça

ABIGAIL SUNAMITA

No dia 8 de junho, foi lançada uma campanha #JuntospelaTransformação através da Filosofa Djamila Ribeiro em que  ela convidava as pessoas que possuem um projeto ANTIRRACISTA a postarem um vídeo de até 1 minuto contando um pouco sobre os trabalhos que coordenam, marcando as hashtags #JuntospelaTransformação #LugardeFala #FeminismosPlurais.

A Campanha se encerrou no dia 12 de junho e  foram recebidos diversos vídeos com projetos incríveis que realmente nos fazem acreditar em um futuro mais digno e justo. Então toda sexta-feira, cinco projetos vão ser divulgados para mostrar os trabalhos de diversos artistas Brasileiros e atuantes da luta antirracista.

Arte do Projeto: Instagram Djamila Ribeiro (@djamilaribeiro)

No dia 26 de junho foram escolhidos os primeiros 5 projetos e entre eles está incluso o de Camila Cabeça, que reside há 18 anos na capital acreana. A artista,cantora, produtora Camila Cabeça (@camilacabeca), que utiliza do método carimbó para o despertar do corpo e promove a valorização cultural regional em Rio Branco.

“Fiquei muito feliz quando recebi a noticia, quando vi a marcação feita pela Djamila Ribeiro no meu instagram, fiquei muito contente e chorei de emoção. O meu vídeo fala um pouco sobre a minha vivência com a luta antirracista. Além disso, eu citei sobre os meus trabalhos que durante estes 3 anos ficaram mais intensivos como artista,cantora e produtora. Ter o reconhecimento de uma pessoa tão importante quanto a Djamila Ribeiro é muito gratificante, pois ela oferece todo aporte com cursos e conceitos, além disso ela é uma pessoa da academia, e o mais importante ela é uma mulher da minha geração”.Pontua Camila.

Quem é Djamila Ribeiro

Djamila Taís Ribeiro dos Santos, nasceu em 01 de agosto de 1980, em Santos, São Paulo. Ela iniciou o contato com a militância ainda na infância. Uma das grandes influências foi o pai, estivador, militante e comunista, um homem que mesmo com pouco estudo formal, era culto. Desde muito cedo, ela e seus dois irmãos viveram nesse meio.

O movimento feminista entrou na vida da filósofa aos 19 anos, quando conheceu a ONG Casa de Cultura da Mulher Negra, em Santos, onde trabalhou por cerca de quatro anos. Lá teve contato com obras de feministas e de mulheres negras e passou a estudar temas relacionados a gênero e raça.Graduou-se em Filosofia pela Unifesp, em 2012, e tornou-se mestre em Filosofia Política na mesma instituição, em 2015, com ênfase em teoria feminista. Em 2005, interrompeu uma graduação em Jornalismo. Suas principais atuações são nos seguintes temas: relações raciais e de gênero e feminismo.

Em maio de 2016, foi nomeada secretária-adjunta de Direitos Humanos e Cidadania da cidade de São Paulo.Escreveu o prefácio do livro “Mulheres, raça e classe” da filósofa negra e feminista Angela Davis, obra inédita no Brasil e que foi traduzida e lançada em setembro de 2015. Participa constantemente de eventos, documentários e outras ações que envolvam debates de raça e gênero. Escreveu os livros: “O que é um lugar de fala?”( o livro aborda a urgência pela quebra dos silêncios instituídos, trazendo também ao conhecimento do público produções intelectuais de mulheres negras ao longo da história), “Quem tem medo do feminismo negro?. E também a “revista observatório itaú cultural”.

Djamila Ribeiro tornou-se o nome mais conhecido quando se fala em ativismo negro no Brasil, em cerca de cinco anos apenas. Sua presença ativa nas redes sociais, possuindo mais de 800 mil seguidores, somente no Instagram. Ela conseguiu que sua voz ecoasse muito além das redes sociais. Tornou-se presença constante nos espaços de debate sobre os movimentos das mulheres e na luta por diversidade. Sua presença englobam em diversos meios de comunicações populares, que estão desde participações no programa Saia Justa, do GNT, até um programa de entrevistas conduzido por ela no canal Futura.