Foram quase três horas de obstrução até o presidente do colegiado, deputado Marcos Rogério (DEM-RO), jogar a toalha e encerrar os trabalhos da comissão especial que analisa o projeto que ficou conhecido como Escola Sem Partido (PL 7180/14).
Após seis semanas tentando votar o relatório do deputado Flavinho (PSC-SP) e enfrentando dura obstrução da Oposição, o parlamentar reconheceu o trabalho dos deputados contrários à matéria e criticou a ausência de seus aliados no colegiado.
No plenário da câmara o deputado Leo de Brito (PT-AC) comemorou o arquivamento da PL. “Essa é uma vitoria dos setores educacionais do país que defendem a liberdade de expressão e pedagógica presentes na nossa constituição”, disse o parlamentar.
O projeto de lei tinha como objetivo restringir e controlar a fala do professor dentro da sala de aula, como forma de combater uma suposta “doutrinação” política e também a chamada ideologia de gênero.
“Amordaçar professores não é o melhor caminho para educação brasileira e espero que esse projeto não venha novamente posto em pauta na próxima legislatura” afirmou o deputado Leo de Brito.
Agora, com o encerramento da comissão, para o texto ser analisado novamente pela Casa, uma nova comissão especial deverá ser formada na próxima legislatura.


?>
?>
?>
?>
?>
?>
?>
?>
?>
?>
?>