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segunda-feira, 15 de junho de 2026
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Professores grevistas manifestam em frente às escolas

Ir para frente das escolas com cartazes e pedir o apoio dos pares, foi o último ato da agenda de greve dos professores da rede estadual de ensino, em Boca do Acre. O ação aconteceu na sexta-feira passada, dia 26, quando o grupo de trabalhadores em educação que aderiu à greve realizou o ato em cada estabelecimento de ensino que permanece funcionando, seja de forma parcial, ou total.

Os professores de todo o estado do Amazonas estão em estado de greve, pedindo que o governo conceda o reajuste salarial concernente à data-base, o que não aconteceu desde o ano de 2020, o que segundo os profissionais da educação, acarreta grandes perdas salariais, diminuição do ganho real e salário em total defasagem. A porcentagem exigida pelos grevistas é 25% de reajuste, mais progressões por tempo de serviço e por especialidade.

Quem conversou com a nossa redação foi o professor Adautivo da Silva, militante de carteirinha desde a época de estudante, vereador combativo e agora um dos lutadores pela causa dos pares da área da Educação. Adautivo se disse revoltado com duas coisas: a falta de respeito do governador, que desmerece a classe, e dos professores que não estão dando o apoio que o movimento precisa para ficar ainda mais fortalecido.

“Não entendo o motivo de professores concursados, estabilizados, com todos os seus direitos garantidos, ficarem escondidos dentro dos muros das escolas, a serviço de um governo que humilha a nossa classe, enquanto os mais corajosos estão dando a cara a tapa, exigindo aquilo que vai beneficiar todos, inclusive aqueles que estão ao lado do governo”, desabafou o professor.

“Temos que nos unir cada vez mais, pois não estamos lutando contra o governo, não estamos pedindo individualmente, mas queremos algo que é para todos: dignidade salarial”, pontuou Adautivo.O governador ofereceu a contrapartida de tão somente 8% de reajuste salarial, percentual que já foi apreciado em assembleia do Sindicado dos Trabalhadores em Educação do Amazonas (SINTEAM) e rejeitado por unanimidade.

A sinalização dos professores é de que a greve vai continuar por tempo indeterminado, até que se chegue a um denominador comum ao governo do Amazonas e à classe dos professores.